Filme do mês // Set.2015 – “Por terra, céu e mar” de Hilton Silva

Documentário que conta a história dos ex-combatentes paraenses na Segunda Guerra Mundial a partir de depoimentos e imagens históricas. O filme se iniciou com uma pesquisa para a dissertação de mestrado em Antropologia (IFCH-UFPA) de Helton Souza, com orientação de Hilton Silva, e se desdobra em livro e documentário que captou mais de 18 horas de material inédito com relatos desses paraenses que se envolveram de diversas formas no maior conflito da história da humanidade. Um capítulo pouco estudado e conhecido da nossa história que ganha com esse filme um estudo fundamental.

Image3POR terra, céu e mar: histórias e memórias da Segunda Guerra Mundial na Amazônia. Direção geral e roteiro: Hilton P. Silva. Direção de video: Hilton P. Silva, Alan Rocha. Direção executiva: Elton Souza. Produção executiva: Hilton P. Silva, Alan Rocha, Elton Souza. Arte e edição: Renan Malato. Câmera: Alan Rocha. Belém. 2013. 26 min. Cor. Son. Filmado em HDV. Fonte de consulta: DVD do autor.

 

Cinemateca Paraense entre os finalistas da 28ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo e Franco/IPHAN

12003284_903620643039546_1525539287179458316_nO site Cinemateca Paraense ficou entre os 57 finalistas, entre 234 inscritos, da 28ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo e Franco/IPHAN, sendo um dos 4 representantes do Estado do Pará, juntamente a ações de Restauração e Conservação Igreja do Carmo, na mesma Categoria I e a Semana do Patrimônio Paraense e Ginga e Resistência na baixada, na Categoria II. O projeto foi indicado por sua importância e relevância como consta na ata da Comissão Nacional do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade que se reuniu os dias 28 e 29 de julho, em Brasília, na Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para escolher os oito vencedores. Não fomos premiados, estar entre os mais importantes projetos de patrimônio histórico e cultural do Brasil foi uma grande honra e deu força pra continar nosso trabalho.

6 projetos paraenses contemplados em edital da Ancine/SaV/EBC

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Tapume, projeto da produtora Muamba contemplado no edital.

Seis projetos paraenses foram contemplados no edital do  Programa Brasil de Todas as Telas , produto da parceria entre a Agência Nacional do Cinema – ANCINE, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SaV) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC). São mais de quatro milhões de reais em investimento em produção de séries para todos os públicos. Um destaque para a produtora Visagem com dois projetos contemplados e a Greenvision que em seu projeto “Amazônia ocupada captou o maior montante, mais de dois milhões de reais para falar sobre a imigração na Amazônia.

Os projetos contemplados foram:

“Amazônia ocupada” Proponente: Companhia Amazônica De Filmes S/S LTDA (PA) Produtora: Green Vision Direção: Priscilla Regis Brasil Público: Adulto. Sinopse: Série conta as histórias de migrantes de diversas áreas do Brasil durante as 13 maiores explosões migratórias na Amazônia entre as décadas de 1960 e 1980.

“As lendas da turma do Jambu” Proponente/produtora: 3D Produções LTDA EPP (PA) Direção: José Paulo Vieira da Costa Público: Infantil. Sinopse: Cada episódio da série trata de uma lenda do folclore brasileiro. A relação da Turma do Jambu com esta lenda é explicitada através de animações de recortes de desenhos realizados por crianças de diversas escolas do Brasil. Temas de lendas diferentes serão enviados para várias instituições de ensino de todo país, onde serão feitos desenhos em diversas técnicas: tinta guache, giz de cera, canetinha e colagem. Estes desenhos serão animados através de animação 2D.

“Aurá, eu sou de lá” Proponente/proponente: Visagem Serviço de Produção de Video Ltda. ME (PA) Direção: Ursula Vidal Santiago de Mendonça e Homero Flávio Fortunato da Silva Público: Adulto. Sinopse: Acompanha o cotidiano de 5 personagens que representam a esgarçada trama social tecida ao longo de mais de 20 anos de trabalho árduo e insalubre no segundo maior aterro do Brasil: o lixão do Aurá, localizado em Belém do Pará.

“Os dinâmicos” Proponente/produtora: Central de Produção Cinema e Vídeo Na Amazônia. (PA) Direção: Afonso Gallindo e Luciana Medeiros Público: Infantil. Sinopse: Os músicos da banda “Os Dinâmicos” tocam um ritmo original e contagiante, a guitarrada, alegrando as vilas ribeirinhas da Amazônia, onde vivem. Enquanto animam as festas e convivem em seu estúdio, eles também guardam um segredo. Joaquim Vieira (Mestre Vieira), Idalgino Cabral, Lauro Honório, Dejacir Magno e Luis Poça são mais músicos, eles são super heróis da Amazônia, que atendem inúmeros pedidos de socorro e denúncias contra a natureza.

“Squat na Amazônia” Proponente/produtora: Visagem Serviço de Produção de Video Ltda ME. (PA) Direção: Roger Elarrat do Carmo Público: Jovem. Sinopse: Narra a história de Juliano de Benjamim, jovens atores recém formados na Amazônia que fazem parte de uma geração de artistas que buscam novas formas de expressar a arte que criam, mas são frustrados pela realidade da produção teatral local. Eles decidem então criar um coletivo de teatro ao lado da jovem artista Valentina.

“Tapume” Proponente/produtora: Muamba Estudio Ltda ME (PA) Direção: Brunno Regis Público: Jovem. Sinopse: Série que retrata manifestações culturais de rua a partir de duas linguagens artísticas: o audiovisual e as artes gráficas.

Fonte: Ancine

HORRORSHOW no Cineclube ETDUFPA

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A performance multimídia “HorrorShow” do artista Cléber Cajun estréia no Cineclube ETDUFPA

Livre adaptação da obra “Um artista da fome” de Franz Kafka a dramaturgia da performance aborda questões da sociedade do espetáculo e as novas relações entre o artista e o público na contemporaneidade, em um jogo com as interfaces tecnológicas obsoletas e o corpo do ator.

Cléber Cajun é ator formado pela Escola de Teatro e Dança, artista visual cursando Artes Visuais na UFPA e já encenou diversos espetáculos de todos os gêneros e busca no ousado “HorrorShow” lançar perguntas sobre o próprio fazer artístico em uma dramaturgia escrita em movimento, imagens e com a própria vida do artista, escrita e encenada conjuntamente com Luiz Girard.

Com o objetivo de discutir as confluências entre cinema, arte e tecnologia e as artes cênicas o Cineclube ETDUFPA é coordenado pelo professor Ramiro Quaresma, com a colaboração dos professores Paulo de Tarso e Jorge Torres, e dos bolsistas Elise Vasconcelos, Mateus Moura e Cléber Cajun, em uma realização da Escola de Teatro e Dança, Teatro Universitário Cláudio Barradas, Instituto de Ciências da Arte e UFPA.

Horror Show Cineclube Cartaz melhor

Serviço:
“HorrorShow”
Performance multimídia com Cléber Cajun
Direção Luiz Girard
Dramaturgia: Cléber Cajun e Luiz Girard
Luz: Jorge Torres
Produção: Mônica Gouveia

Data: 08 e 09/09/2015
Hora: 19h
Ingresso: 10$ inteira / 5$ meia / Entrada franca para alunos da ETDUFPA e da rede pública de ensino.
Local: Teatro Universitário Cláudio Barradas, localizado na Rua Jerônimo Pimentel, 546 (esquina com D. Romualdo de Seixas) no bairro Umarizal, em Belém.

Cinemateca Paraense é tema de dissertação de mestrado

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O idealizador do website Cinemateca Paraense, o professor de novas tecnologias da Escola de Teatro e Dança do Instituto de Ciências da Arte-UFPA, concluiu o mestrado Programa de Pós-graduação em Artes-ICA-UFPA com uma dissertação que analise o projeto de preservação virtual do patrimônio audiovisual do Estado do Pará através de um percurso cartográfico das vivências cinematográficas de realizadores paraenses. Vinte e três entrevistas foram realizadas gerando um panorama da cinematografia do Pará de 1960 até os dias de hoje, e uma extensa revisão da filmografia local com cerca de 250 títulos catalogados.  A dissertação obteve conceito excelente e foi orientada pelo Prof. Dr. Joel Cardoso, a banca de avaliação foi composta pela Prof. Dra. Bene Martins e pela Prof. Dra. Rosângela Britto.

Grande parte do conteúdo já se encontra disponível para pesquisa no próprio website e a versão final na biblioteca do PPGArtes. Abaixo a versão estendida do vídeo que foi apresentado na defesa, que aconteceu na sede do Instituto de Ciências da Arte no dia 16 de Junho de 2015, que percorre em imagens 50 anos do cinema no Pará.

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Mostra Maquinaria

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O cinema nasceu como uma máquina vulgar produtora de imagens e sons. Mais que isso. Como propulsor de sensações e sonhos. É uma engrenagem programada para criar mundos e simular realidades. Seja com as complexas câmeras de 35mm ou com as onipresentes câmeras dos telefones celulares.

Nos mais de 100 anos de história do cinema foi produzido um grandioso conjunto de obras que não tem interesse em contar histórias e que não se enquadram no formato industrial, narrativo e representativo.

Essa produção contempla filmes que vão das vanguardas históricas do século 20 até trabalhos de vídeoarte da arte contemporânea e a Mostra Maquinaria movimenta suas roldanas por meio dessas obras.

São trabalhos que propõem experiências formais e não narrativas, são filmes que transgridem a sintaxe do audiovisual consagrada. Assim como vídeos que geram algum desconforto pela amplitude de conceitos ou que expandem sua engrenagem pela articulação entre som e imagem.

Dessa forma, a Mostra Maquinaria propõe sessões regulares na penúltima e última terça-feira de casa mês nos prédios da Casa das Artes e núcleo de oficinas Curro Velho, respectivamente às 19h e 16h.

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Terça-feira, dia 18, às 19h, será a estreia da Mostra, na Casa das Artes (Praça Justo Chermont, 236, ao lado da basílica de Nazaré).

Informações: (91) 4006-2924.

Programa 01 – Cinema de Arquivo e as Imagens em Trânsito:

“Sobre Anos 60”, de Jean-Claude Bernadet.

“RMXTXTURA”, de Mateus Moura e Lucas Gouvêa.

“Super Memória”, de Danilo Carvalho.

FONTE: Felipe Pamplona

Sala de Cinema com o cineasta Chico Carneiro

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O cineasta paraense Chico Carneiro é o primeiro convidado do projeto “Sala de Cinema”, uma iniciativa da Cinemateca Paraense em discutir a produção cinematográfica no estado do Pará através de exibição e discussão de filmes. O evento marca uma nova fase da Cinemateca Paraense, com uma sede para reuniões, oficinas e mostras de filmes. “É um espaço intimista e aconchegante pra ver, conversar e viver o cinema de ontem e hoje, um desdobramento da pesquisa que o site realiza” diz o curador Ramiro Quaresma que recentemente defendeu a dissertação de mestrado (PPGArtes, ICA e UFPA) sobre o trabalho de preservação do patrimônio audiovisual realizado pelo site cinematecaparaense.org há sete anos.

Chico Carneiro reside hoje me Moçambique e está de passagem por Belém trazendo o último filme da pentalogia sobre os rios da Amazônia que vem realizando desde 2006 com recursos próprios durante as férias em que volta para rever sua terra natal. Chico começou sua trajetória no cinema nos anos 1970 realizando filmes experimentais em Super 8 e 16 milímetros, foi também assistente de câmera no clássico “Iracema” de Jorge Bodanzky (1976). Trabalhou com Hector Babenco em sua fase paulista nos anos 1980. Hoje em Moçambique é realizador de documentários e fotógrafo.

Sobre seu ideal cinematográfico Chico Carneiro diz: “Ao mesmo tempo essa dinâmica (de me obrigar a fazer sempre um filme nas viagens de férias ao Pará) e sem depender de apoios externos, tem-me permitido ser bastante profícuo em praticar um cinema autoral e documental na sua forma mais profunda, ao mesmo tempo em que demarco minha participação/contribuição na solidificação de uma cinematografia amazônica-paraense.”

“Sala de Cinema” é uma realização da Cinemateca Paraense que tem curadoria de Ramiro Quaresma e coordenação museológica de Deyse Marinho, e apoio cultural da Associação de Críticos de Cinema do Pará e da Revista PZZ.

Serviço:

Sala de Cinema / Cinemateca Paraense

Convidado: Chico Carneiro

Quando: 23 de junho, terça-feira, às 19h.

Onde: Trav. Frutuoso Guimarães, 602. Campina.

Informações: 91 983823559 (Ramiro Quaresma)

Filme do mês // Jun.2015 – HUE / Rafaella Cândido

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Direção e roteiro: Rafaella Cândido/ Direção de fotografia: Paulo Evander, Silas Sousa/ Produção: Tamires Cecim, João Luciano/ Montagem e finalização: Rafael B Silva/ Desenho e tratamento de som: Rafael B Silva, Rafaella Cândido. Elenco: Katherine Couto, Danilo Pontes, Sid Manequim, Mateus Moura, Laís Cardoso, Rogério Oliveira, Gabriel Antunes, Paulo Jaime.  Belém. 2014.

Entrevista com a realizadora Rafaella Cândido:

Como surgiu a ideia do filme?

O argumento do HUE surgiu a partir de uma conversa entre amigos (estudantes do curso de cinema da UFPA). Nós queríamos fazer um filme sobre uma festa onde o comportamento dos jovens no universo noturno fosse o tema principal. Com os poucos recursos que tínhamos, a proposta era filmar em dois dias, sem ensaio, sem cachê e sem dinheiro! hahaha Nós apenas prezamos pela organização do filme na pré-produção. Acabou que tivemos que gravar cenas extras meses depois, mas tudo o que foi gravado foi feito em 4 dias de filmagem. Chamamos nossos amigos atores e figurantes, e eles toparam porque gostaram do roteiro.

Quais as suas influências como realizadora?

Então o HUE é o resultado dessa vontade que tínhamos de nos reunir e fazer um filme com o pouco que sabíamos sobre cinema. Um filme nada clássico, nem bonitinho, nem feito pra chocar. Feito apenas pelo prazer de fazer. Sobre minhas influências, é até difícil dizer haha, mas eu diria que meu tipo de cinema preferido é o hiper realista.Kiarostami, Pedro Costa, esses caras que misturam realidade com cinema… Mas as referências pro Hue em específico foram Gaspar Noé, Larry Clark, Uli Edel.

Quais seus próximos projetos?

Agora, tô na pré-produção de um curta-metragem de animação em stop motion cuja temática é bíblica. Roteiro e direção por minha conta também.