FILME DO MÊS// FEV – 2020 “JAMBEIRO DO DIABO” DE ROGER ELARRAT

Roger Elarrat é um realizador paraense, formado em Comunicação Social (UFPA), que dirigiu as minisséries Miguel Miguel (2005), Squat na Amazônia (2019) e Amazônia Oculta (inédita), o documentário Chupa-chupa: a história que veio do céu (2007)  e o curta de animação Visagem (2006).
Como surgiu a ideia do curta e como se desenvolveu o roteiro?
R: Eu tive a ideia por volta de 2006 em meio a vários projetos que eu tinha em mente naquele momento de início de carreira. Tinha muito interesse em experimentar gêneros complicados de se filmar como suspense, terror, fantasia… pensei essa ideia do homem sem alma que não consegue demonstrar sentimentos e por isso é deixado pela namorada e ai ele parte em uma jornada em busca dessa alma perdida. Eu tive mais facilidade para criar o setup de tudo (como perde a alma, por quê e como ele está hoje no presente) do que o desenrolar. Em 2008 Adriano Barroso trouxe umas ideias para esse desenvolvimento e conseguimos desatar alguns nós, mas eu tinha em mente um caminho muito mais poético para os personagens do que o projeto estava se tornando. Nesse período eu participei de um curso avançado de roteiro com Juliana Reis no antigo IAP e tive muita orientação mais madura no projeto, consegui dar as amarras que faltavam e fiquei confiante de colocar o texto em um edital. Basicamente as referências vão de Fausto, passam pelo filme “E aí meu irmão, cadê você” e chegam até um episódio dos Simpsons que o Bart vende a alma a Milhouse.
Da captação de recursos a produção, como foi o processo?
R: O projeto ganhou dois editais no mesmo ano, o de Curta Minc e Curta Petrobrás. Durante a produção o Banco da Amazônia se interessou em financiar recursos complementares também. E ele já foi feito depois de outros projetos que escrevi ao mesmo tempo como minissérie, documentário e animação. Acabou que no Jambeiro pela primeira vez nós tivemos um curta com excelente estrutura de produção. A gente filmou o projeto todo em Belém e falseou a viagem ao interior com algumas locações na capital mesmo. Acho que foram mais de 300 figurantes, 3 meses de busca por elenco, ensaios e preparação, dois meses de pré-produção e 8 dias de gravações. E como eu já vinha da vivência de cenas ficcionais que foram gravadas para o DOCTV Chupa-chupa e da minissérie Miguel Miguel, eu consegui manter um ritmo muito organizado e preciso nas filmagens do Jambeiro. Acho que foi quando todo mundo começou a ver que eu podia ter um caminho sóbrio no meio. Quando a gente tá começando ou é nervoso e tímido ou muito estressado e autoritário, e quando chegou o Jambeiro eu já tinha passado dessas fases e a gente conseguiu um clima muito parceiro e amigo no set, ao mesmo tempo confiante e certeiro. Muita gente dali também foi crescendo no meio junto comigo ao longo dos anos depois do Jambeiro.
Como foi a repercussão do filme na época e qual legado dele para  sua carreira de realizador?
R:  O filme realmente fez  muito sucesso e me abriu muitas portas. Fui a Cannes com ele e consegui ter esse projeto como referência para disputar editais maiores. Eu senti que nesse projeto eu já estava bastante seguro com alguns aspectos de direção e também soube o que precisava estudar mais para os próximos. Também foi um projeto com efeitos muito complexos na época para fazermos e me senti confiante para tentar coisas mais complicadas nos outros projetos que vieram depois. Esse filme lançou várias carreiras como o Leoci Medeiros que só tinha feito teatro até então, Lucas Escócio, Luana Klautau e vários outros dos bastidores também só cresceram de lá pra cá. Acho que foi feito no momento certo na minha carreira e ainda planejo revisitar esse universo em um novo projeto no futuro.

FICHA TÉCNICA
JULIANA contra o jambeiro do diabo pelo coração de João Batista. Direção: Roger Elarrat. Roteiro: Adriano Barroso, Roger Elarrat. Produtora: Visagem Filmes. Produção: Camila Kzan. Fotografia: Emerson Bueno. Trilha Sonora: Leonardo Venturieri. Som: Márcio Câmara. Direção de arte: Boris Knez. Figurino: Maurity Ferrão. Maquiagem: Sonia Penna. Elenco: Leoci Medeiros, Geisa Barra, Nani Tavares, Tiago Assis. Belém. 2012. Cor. Son. Filmado em Digital com transfer para 35mm.

“Visagem” de Roger Elarrat

Ficha Técnica:
Livre adaptação da obra de Walcyr Monteiro
Direção e Produção de Roger Elarrat
Roteiro de Adriano Barroso
Fotografia e câmera Adalberto Junior
Trilha original de Leonardo Venturieri
Duração de 11 minutos.

Dezembro – de Fernando Segtowick

Categorias
Curta-metragem / Sonoro / Ficção

Material original
35mm, COR, 10min, 280m, 24q, 1:1’66

Data e local de produção
Ano: 2002
País: BR

Sinopse

“Véspera de Natal, em Belém do Pará. Como toda cidade grande, a movimentação das pessoas é em função dos preparativos da festa, mas algumas enfrentam problemas sérios, neste momento de confraternização. Jeremias, recém-saído da prisão, tem de enfrentar a situação da morte da mulher e da filha que vive afastada, ainda é perseguido por um policial que o jurou de morte. Carla, em conflito com a família, tenta se aproximar da mãe. Simone é caixa de um supermercado que enfrenta com boa vontade o fato de ser mãe solteira, mas o esforço do trabalho pode prejudicar a gravidez. Almeirinda lida com os caprichos da filha adolescente disposta a tudo para impressionar o namorado. Nessa colcha de relacionamentos, eles vão se encontrar no templo do consumo e numa situação limite, rever suas vidas.” (CinePE/2003)

Gênero

Drama

Dados de produção

Companhia(s) produtora(s): Ef Produções
Produção: Freitas, Emanoel; Segtowick, Fernando
Direção de produção: Gabriel, Vanessa
Produção executiva: Freitas, Emanoel
Roteirista: Segtowick, Fernando
Direção: Segtowick, Fernando
Direção de fotografia: Leal, Diógenes
Iluminação: Quanta – SP
Som direto: Hallet, Nicolas
Montagem: Sãenz, Verônica; Hagadê Montagem
Montagem de som: Pereira, Kira; Effects Filmes
Direçãoo de arte: Rael, Charles
Figurinos: Oliveira, Adelaide
Música (Genérico): 11:11 Org; Bates, Norman
Identidades/elenco:
Bezerra, Fabrizio
Pompeu, Helen
Pamplona, Ewe
Leal, Antônia
Barroso, Adriano
Lucena, Astréa
Monteiro, Maíra
Eduardo, Claudenice
Laiun, Tatiana
Ferreira, Leonel

Fonte: Cinemateca Brasileira, Porta Curtas e Portal Cultura (Moviola)

Vila da Barca – de Renato Tapajós

Documentário de curta metragem sobre a favela construída sobre palafitas em Belém do Pará’ (1964-65), prêmio de melhor documentário no Festival Internacional do Filme de Curta Metragem de Leipzig, Alemanha Oriental (1968) foi o primeiro filme de Renato Tapajós.

(Fonte Revista PZZ)

Duração: 10 min.
Branco e Preto
1964/65

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Direção
Renato Tapajós

Produção
Abílio Couceiro

Narração
Cláudio Mamberti

Montagem
Maurice Capovilla
João Batista de Andrade
Renato Tapajós

Assistente de Direção
Lais Furtado

Imagem
Fernando Melo
Cinematográfica Bandeirantes

Som
Odil Fonobrasil

Montagem do Negativo e Som
Sylvio Renoldi

Colaboração
Cláudio Barradas
Isidoro Alves
Acyr Castro
Poty Fernandes
José da Silva Marreco