“Entre a cidade, o rio e a floresta: reflexões sobre a midiatização das identidades locais no cinema paraense” de Keyla Negrão

Resumo: Analisar a identidade, hoje, passa por pensar os processos de reconfiguração, redefinição dos papéis das instituições e dos sujeitos e das formas de sociabilidades, dos nexos identitários e do lugar dos media como catalisadores de interações, reorganizadas por dispositivos sóciotecnológicos, instituições significantes, co-responsáveis pelos processos de recomposição das identidades. Nesse cenário se inscreve esta reflexão, como um caminho a compreender e interpretar alguns vínculos relevantes entre a instituição cinematográfica, a produção de estratégias de construção e reconhecimento das identidades locais em curso numa cinematografia paraense e as relações de poder que as geraram.

“Filmes, Cinemas e Documentários no fim da Belle Époque no Pará (1911-1914)” de Pere Petit

 

 

 

Esse é o principal objetivo das próximas páginas nas quais pretendemos sintetizar alguns dos resultados da pesquisa atualmente em andamento, intitulada Contribuição ao Cinema Paraense do Cineasta Catalão Ramon de Baños no fim da Belle-Époque Belemense (1911-1913). Esta pesquisa, ainda que esteja focalizada nos anos que Ramon de Baños residiu em Belém, também pretende contribuir ao conhecimento do primeiro período da história do cinema paraense (ou “tempo dos Pioneiros”), fase que denominamos de Cinema Ambulante e Sazonal, isto é, desde a primeira exibição de material cinematográfico realizada em Belém, dezembro de 1896 até 1910.

Pere Petit, Professor da Faculdade de História da UFPA, doutor em História Econômica pela USP, mestre pela Universidad Central de Venezuela, formado em História Contemporânea pela Universitat de Barcelona

Imagem: Ramon de Baños