Amazônia Doc

AMAZÔNIA DOC 6: FILMES SELECIONADOS

O festival Amazônia Doc divulgou os filmes selecionados para sua sexta edição. Os documentários paraenses “Jaburu” de Chico Carneiro, “Mestre Cupijó e seu ritmo” de Jorane Castro e “Transamazonia” de Debora Mcdowell, Bea Morbach e Renata Taylor, entre os longas/médias, e “Ari y Yo” de Adriana Faria, na categoria de curtas, estão entre os selecionados. O festival em sua sexta edição acontecerá este ano em plataforma digital.

Longas/Médias: http://www.amazoniadoc.com.br/selecionados#longa
Curtas: http://www.amazoniadoc.com.br/selecionados#curta

FILME DO MÊS// MAIO – 2020 “CHAMANDO VENTOS: POR UMA CARTOGRAFIA DOS ASSOBIOS ” DE MARCELO RODRIGUES

 

Entrevistamos Marcelo Rodrigues sobre a realização de seu documentário que já percorreu uma boa carreira em festivais e agora está no canal do realizador. Marcelo é um realizador paraense, formado em Comunicação Social, com uma longa carreira como diretor de fotografia e repórter fotográfico.

1. Como surgiu a ideia do filme?

 

Na feira do Ver-o-Peso, em 2007, gravando com o amigo Armando Queiroz a videoarte “Estátua Viva”. Já havia finalizado as gravações e ficamos durante algum tempo contemplando a vista da Baía do Guajará. Não recordo bem por qual motivo me veio à mente essa história de assobiar para chamar os ventos. O fato é que permanecemos durante algum tempo conversando a respeito deste passatempo com os assobios. Pra quem não conhece, em tempos idos, era muito comum assobiar para conjurar o vento geral nas horas em que cessavam as correntes de ar e não era possível empinar os papagaios. Este foi o primeiro insight sobre a possibilidade de fazer um vídeo abordando essa ação imaginária. Depois dessa conversa o vento precisou de um novo chamado para manifestar-se em minhas memórias. Acontece que em 2017, cursando Comunicação Social na Estácio-FAP, eu tive que produzir um artigo para a disciplina Cultura das Mídias, ministrada pelo Me. Professor Enderson Oliveira. O tema era livre e bastava que estivesse alinhado com o conteúdo da disciplina. Este foi o disparador para iniciar a pesquisa que viria, sob a orientação do Professor Enderson, a embasar o meu trabalho de conclusão de curso em Publicidade e Propaganda. Propus cartografar esses assobios  na rede mundial de computadores com o intuito de verificar como essa prática de assobiar para chamar os ventos, ligada ao imaginário e ao elemento ar, ocorria na web. Iniciava minha incursão na escrita acadêmica e pude contar com a colaboração generosa da querida amiga Nayara Amaral, auxiliando-me na revisão e organização dos dados obtidos com a pesquisa netnográfica. Essa história acabaria aqui, não fossem as agruras do destino. Às vésperas do encerramento das inscrições para o Programa SEIVA, criado pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará, tive a felicidade de encontrar com a amiga Suanny Lopes em um café no centro de Belém. O resultado dessa bem-vinda conspiração do universo foi que, após aquele encontro fortuito, surgiu a oportunidade, a possibilidade de produzir o documentário “Chamando os Ventos”. Produtora sensível, além de amiga muito estimada, Suanny, ao ouvir meu relato sobre os assobios para chamar os ventos, imediatamente ofereceu-se para formatar o artigo e submetê-lo como projeto no Programa SEIVA-2018. Feito o movimento, veio a seleção do projeto e com ela a Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística e a defesa do trabalho de conclusão na graduação.

2. Do roteiro à finalização como foi o processo de produção?

 

 A família exerceu um papel preponderante nas etapas desse desafio. Nara Reis, minha companheira, com sua maravilhosa sensibilidade artística esteve sempre presente, colaborando na produção e finalização do documentário. Havia uma ideia e um locus de pesquisa. Iniciei as buscas a partir do uso de palavras chave que me conduzissem aos links contendo qualquer referência sobre o assunto. Consegui localizar endereços e entender um pouco sobre o perfil dos usuários no que dizia respeito à utilização dos assobios para chamar os ventos. Místicos, religiosos, poetas, escritores, artistas, pesquisadores, todos traziam alguma informação a partir de suas perspectivas, e pude atestar que existiam outros direcionamentos para esses chamamentos. Encontrei em Gaston Bachelard um sopro de inspiração, e devo aqui agradecer à amiga Simone Jares por sugerir a leitura de “O ar e os sonhos: ensaio sobre a imaginação do movimento”, livro que me orientou e me mostrou a direção – rosa dos ventos – que eu deveria seguir para conceber a estrutura do documentário. Outra importante ferramenta no processo de produção, foram as postagens que fiz na rede social Facebook. Por meio delas pude obter relatos sobre a prática dos assobios e verificar se havia interesse em participar do projeto. Pelo aplicativo de mensagens WhatsApp chegaram os assobios, as imagens e relatos incríveis. De repente estava ali o vento soprando. O roteiro era invisível como o ar materializando-se no imaginário. Foram longas noites sentado em frente ao computador, escutando as histórias e sentindo as ondas sonoras ventilado aos meus ouvidos. As sequências deveriam evidenciar a presença dos ventos em enquadramentos com cenas aéreas de céu e ar. A imensidão, o vazio no plano fílmico, teve como função presentificar a existência do elemental através do relato das personagens. Nesse sentido, os planos foram construídos em sua unidade a partir de composições onde era delimitado 1/3 do quadro para que fosse utilizado um dispositivo através do qual pudesse ser evidenciada a ação dos ventos – decisão tomada por ocasião de uma visita que fiz à querida Ana Lúcia Lobato, amiga muito amada. Depoimentos, trilha sonora, animação, todo o processo de pré-produção, produção e pós-produção foi discutido e documentado junto à coordenação do Programa SEIVA-2018.

 

3. Como foi a repercussão do filme e a importância dele na tua trajetória como realizador?

 

A repercussão do filme foi bem maior do que as minhas expectativas. De repente, a partir de uma ação imaginante, formou-se uma delicada rede virtual. Após as exibições, ainda no interior da sala de projeção, pude ouvir depoimentos sobre como o filme transportou para algum lugar no passado ou fez lembrar um acontecimento ou alguém em especial. Coisas como: “Minha avó me ensinou a assobiar para chamar o vento”; “isso me fez recordar minha infância”; “até hoje ainda chamo o vento”. Essas devolutivas me deixaram muito feliz. Saber que as experiências vividas e compartilhadas por Mariana Gouveia, Cuiabá (MT), Celdo Braga, Manaus (AM), Claudia Rodrigues, Belém (PA), Marton Maues, Belém (PA), Myriam Carvalho, Belém (PA), despertam memórias e trazem a tona histórias e imaginários adormecidos, faz valer a pena cada dia de cansaço por conta de noites mal dormidas. Foi o primeiro trabalho em que eu me envolvi, praticamente, em todas as etapas da realização: da pesquisa à finalização. Tudo de forma muito colaborativa. Pois, como já relatei anteriormente, eu estava muito bem assistido e acompanhado neste e em outros planos. Em novembro de 2019, a convite do SESC, viajei para a cidade de Paraty no Rio de Janeiro, onde participei da abertura da III Mostra SESC de Cinema. Foram oito dias de compartilhamentos de experiências e aprendizados. Selecionado para compor o panorama nacional, pela Mostra SESC, o filme circulou em todo país, marcando um novo episódio na minha carreira como cinegrafista e realizador. Também destaco as participações em festivais como: Festival Pan-Amazônico de Cinema/Amazônia Doc.5 (PA); Festival de Cinema de Alter do Chão (PA); II Festival Curta Bragança (PA); Festival Toró 5 (PA), prêmio menção honrosa. Todos no ano de 2019. Ter participado de festivais foi muito gratificante e encorajador. O filme também teve sua exibição na inauguração do CINECLUBE BOMBOMLER, um novo espaço criado pela Biblioteca Comunitária Itinerante BombomLER, no bairro da Marambaia.

 

Ficha técnica

CHAMANDO OS VENTOS: POR UMA CARTOGRAFIA DOS ASSOBIOS

DIREÇÃO, ROTEIRO E PESQUISA: MARCELO RODRIGUES; ASSISTENTE DE PESQUISA: NAYARA AMARAL; PRODUÇÃO: NARA REIS; DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: MARCELO RODRIGUES; DESENHO SONORO: ANDRÉ MARDOCK / MARCELO RODRIGUES; EDIÇÃO: MARCELO RODRIGUES; ANIMAÇÃO: VICTOR ALMEIDA; PROJETO CULTURAL (FORMATAÇÃO): SUANNY LOPES; 2018. COR. DIGITAL

AMAZÔNIA DOC 4 – Edição 2012

A partir do próximo dia 22 de setembro, Belém vai receber o Festival Pan Amazônico de Cinema, o Amazônia Doc. Esta é a 4ª edição do evento, que em 2012 traz à capital paraense três mostras simultâneas de filmes, além de uma oficina sobre documentários em mídias móveis. Todas as atividades do Festival, que vai até o dia 30 de setembro, são gratuitas.

Na sessão de abertura, dia 22, o público poderá conferir o curta metragem “Juliana contra o jambeiro do diabo pelo coração de João Batista”, de Roger Elarrat. Na história, João Batista é um homem frio, que não consegue demonstrar seus sentimentos por Juliana. Ele acredita ter perdido sua alma durante uma brincadeira de infância, e por isso estaria morrendo. O casal parte, então, em uma jornada onde cada um tem suas expectativas: Juliana acredita que seja a única chance de reconciliação com o companheiro, enquanto João crê que a viagem será sua última oportunidade de confrontar com o diabo.

Ainda na sessão de abertura, o documentário “Carta para o futuro”, de Renato Martins, será exibido após o filme de Roger Elarrat. O longa metragem acompanha quatro gerações de uma família cubana durante sete anos. Arquivos da família são misturados à imagens atuais, levando o espectador a fazer uma viagem no tempo. O futuro é questionado pelos personagens, ao mesmo tempo em que falam sobre seu país, suas rotinas e suas conquistas.

Eventos paralelos complementam a programação
Além da mostra competitiva do Amazônia Doc, durante o festival também será celebrado o centenário do dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, através da Mostra Rodrigueana de Cinema. As exibições serão realizadas no auditório do Instituto de Artes do Pará (IAP).

O público também poderá assistir à Mostra de Cinema Português, que vai exibir filmes cedidos pelo consulado português em Belém. A programação desta mostra acontece no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia.

Quem quiser conhecer mais sobre o processo de produção de documentários, poderá participar de uma oficina, realizada de 25 a 27 de setembro. “Microdocumentário em Mídia Moveis” é o tema da oficina, que vai falar da construção, captação e finalização de microdocumentários com até um minuto de duração, filmados com câmeras de diversos formatos – inclusive câmera de celular e câmera digital fotográfica.

Serviço
O Festival Amazônia Doc acontece em Belém entre os próximos dias 22 e 30 de setembro. A sessão de abertura, com o filme “Juliana contra o jambeiro do diabo pelo coração de João Batista”, será dia 22 de setembro, às 19:30h, no Teatro Maria Sylvia Nunes, na Estação das Docas, que fica na Avenida Boulevard Castilhos França, s/n. A entrada é gratuita.

AMAZÔNIA DOC 4  – Edição 2012
De 21 à 30/09, dentro das atividades da XVI Feira Pan – Amazônica do Livro, promovida pela SECULT, acontecerá a 4ª Edição do Festival Amazônia Doc. Este ano, além da parte competitiva, acontecerá a exibição de uma mostra de filmes baseados na obra do escritor Nelson Rodrigues e uma mostra de filmes portugueses. A curadoria do festival ficou sob a responsabilidade de Zienhe Castro (diretora e idealizadora do festival), Manoel Leite Jr. e Marco Antonio Moreira (agradeço o convite para participar desta curadoria). Confira programação completa:
 
MOSTRA COMPETITIVA PAN AMAZÔNICA 2012
Local: Cine Estação das Docas – Teatro Maria Sylvia Nunes
Dia 22/09 – sábado (sessão de abertura)
19h e 30m – Juliana contra o jambeiro do diabo pelo coração de João Batista – Diretor: Roger Elarrat , Brasil/PA- 2011 – Ficção ,Curta, 22’
20h – Carta Para o Futuro – Dir: Renato Martins, Brasil/RJ/2011, Doc. Longa,70’
23/09 – domingo
19h e 30m – Pinball – Diretor: Ruy Veridiano , Brasil/SP/2010 – Ficção Curta/17’ /
Céu, Inferno e Outras partes do corpo – Diretor: Rodrigo John, Brasil/RS/2011 -Animação, Curta,7’
20h – A Alegria – Diretores: Felipe Bragança e Marina Meliande, Brasil/RJ/2010 – Ficção, Longa,100’
24/09 – segunda-feira
19h e 30m – Gaveta – Diretor: Richard Tavares, Brasil/RS/2010, Ficção,Curta 8’
20h – Malditos Cartunistas – Diretor: Cavi Borges, Brasil/RJ/2010 – Doc. Longa,90’
25/09 – terça-feira
19h e 30m – Regresso – Diretor: Jano Burmester, Lima/Peru/2010 Ficção, Curta/18’
20h – À Margem do Xingu – Diretora: Dàmia Puig Auge, Brasil/SP/2010 – Doc. Longa, 88’
26/09 – quarta-feira
19h e 30m – Paraíso Terrenal – Diretor: Tomás Welss ,Chile/Santiago,2010 – Animação, Curta17’
20h – Avenida Brasília Formosa – Diretor: Gabriel Mascaro, Brasil/PE/2010 – Doc. Longa, 84’
27/09 – quinta-feira
19h e 30m – Estação – Diretora: Márcia Faria , Brasil/SP/2010 – Ficção,Curta/15’
20h – The Sand and the Rain – Diretores: Diana Rico e Richard Decaillet Bogotá/Colombia/2009 – Doc. Longa,82’
28/09 – sexta-feira
19h e 30m – Pcycle –Diretores: Lucas Margutti e Yan Saldanha , Brasil/RJ/2011
Ficção, Curta/10’
20h – Ojos bien abiertos – Diretor: Gonzalo Arijón , Uruguai/2009 – Doc. Longa,110’
29/09 – sábado
19h – Um dia com Frederico Morais – Diretor: Guilherme Coelho, Brasil/RJ/2011Doc.
Longa, 60’
20h e 30m  -Das Barrancas do Rio Cariá – Diretor: Chico Carneiro, Brasil/PA/2011 – Doc, Longa/66’
30/09 – domingo (sessão de encerramento)
19h – Sessão especial de pré-lançamento dos curtas paraenses CERTEZA de Pedro Tobias e ERVAS E SABERES DA FLORESTA de Zienhe Castro
20h e 30m – Filmes Vencedores da Mostra Competitiva Amazônia Doc. 4
MOSTRA RODRIGUEANA DE CINEMA
Local: Cineclube Alexandrino Moreira (Auditório do Instituto de Artes do Pará))
22/09 – sábado
19h – “A Falecida” (1965). Dir. Leon Hirszman
23/09 – domingo
19h – “Toda Nudez Será Castigada” (1972). Dir. Arnaldo Jabor
24/09 – segunda-feira
19h – “O Casamento” (1975). Dir. Arnaldo Jabor
25/09 – terça-feira
19h – “Beijo no Asfalto” (1981). Dir. Bruno Barreto
26/09 – quarta-feira
19h – “Engraçadinha” (1981). Dir. Haroldo Marinho Barbosa
27/09 – quinta-feira
19h – “A Vida Como Ela É” (1996) Dir. Daniel Filho. Episódios “O Anjo” e “O Decote”
28/09 – sexta-feira
19h – “Engraçadinha – Seus Amores e Seus Pecados” (1995). Dir. Carlos Manga, Denise
Saraceni e João Henrique Jardim. Episódio 1 – “Só Conhece o Amor Quem Possui a Cunhada Impossível”
29/09 – sábado
19h – “Gêmeas” (2000). Dir. Andrucha Waddington.
MOSTRA CINEMA PORTUGUÊS
Local: Cine/Sala Hangar Centro de Convenções
22/09 – sábado
18h -“Os Mistérios de Lisboa”, Dir. José Fonseca e Costa,Documentário, 2009, 69’
20h -“Cinco dias, cinco noites” Dir. José Fonseca e Costa, Policial, 1996, 100’
23/09 – domingo
18h -“A Costa dos Murmúrios” Dir. Margarida Cardoso, Drama, 2004, 120’
20h -“Crônica dos Bons Malandros” Dir. Fernando Lope, Comédia, 1984, 79’
24/09 – segunda-feira
18h – “Agostinho da Silva – Um pensamento vivo”, Dir. João Rodrigo Mattos, Documentário, 2006, 80’
20h – “O Delfim” Dir. Fernando Lopes, Drama, 2002, 83’
25/09 – terça-feira
18h -“100 Anos a propósito de Agostinho da Silva” Dir. João Rodrigo Mattos,
Documentário, 2006, 95’
20h -“Palavra e Utopia” Dir. Manoel de Oliveira, Drama, 2000, 130’
26/09 – quarta-feira
18h – “O Fascínio” Dir. José Fonseca e Costa, Drama, 2003, 110’
20h – Saudade Sábia , Dir. Yolanda Costa e Lilian Norat, documentário, 2008,52’
21h – Sementes de Ouro Negro, Dir. José Borges, documentário/ficção, 2009, 54’
27/09 – quinta-feira
18h -“Os Imortais” Dir. António Pedro Vasconcelos, Ação, 2003, 130’
*Filmes cedidos pelo Consulado Português em Belém do Pará por meio do Instituto Camões
OFICINA
Realização de micro-documentários em Mídias Móveis – Oficina de realização de todo processo de construção e captação e finalização de um micro-documentário de até um minuto, com câmeras de diversos formatos, desde DSLR , câmera de celular e câmera digital fotográfica. Será montada uma mini-produtora para realizar todo o processo de captação até a montagem durante a realização da oficina. Ministrantes: Gilberto Mendonça,Filipe Parolin, Leo Chermont e Zienhe Castro.Datas: 25 (terça) 26 (quarta) 27 (quinta) de setembro.Locais: Sala Multiuso 07- Hangar Centro de Convenções da Amazônia.Hora: 10h as 14h e 16 as 20h.
*programação sujeita à alterações.

Amazônia Doc.3 – Festival Pan-Amazônico de Cinema

Sustentar copas fartas, levar a seiva, alimentar folhas, flores e frutos, dar vida. O caule, em sua complexidade, é que mantém de pé a árvore.

Depois de envolver quase oito mil pessoas entre exibições e atividades de formação em 2010, o Amazônia Doc – Festival Pan-Amazônico de Cinema chega à sua terceira edição, apostando na Pan-Amazônia como território de permanente arborescência da produção audiovisual.

Diversidade que se traduz em solo fértil, rico. O Amazônia Doc se estabelece como um evento único no Brasil com foco na produção do cinema documentário na Pan-Amazônia, importante espaço de difusão e reflexão do cinema produzido no Brasil, Venezuela, Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa e Suriname.

Sem abrir mão da diversidade de formatos e com um leque extenso de seminários e mostras, o Amazônia Doc traz sete dias de programação inteiramente gratuita, voltada a todos os públicos. Será uma semana de Mostras Competitivas, Mostras Paralelas, Conferências, Debates e Oficinas.

O festival contempla a exibição e premiação dos gêneros documentário e ficção produzidos nas diversas Amazônias, aprofundando as questões sociopolíticas e de fomento relativas ao audiovisual.

Na Mostra Competitiva, os melhores filmes de curta, média e longa-metragens nacionais e internacionais disputarão os prêmios de Melhor Longa e Melhor Curta Documentário e Melhor Longa e Melhor Curta de Ficção, Melhor Direção, Melhor Roteiro e Melhor Filme, eleito pelo voto popular.

Paralelamente, acontece a Mostra Pan-Amazônica de Cinema e o 3º Seminário Pan-Amazônico de Documentários, organizados com a colaboração da documentarista Cláudia Mesquita. Serão exibidos curtas, médias e longas-metragens do gênero documentário e ficção, nacionais e internacionais. A programação prevê duas oficinas gratuitas de cinema para os participantes do festival: Roteiro e Direção para documentários.

Em uma região onde as condições geográficas e sociais dificultam sobremaneira o acesso da população às produções audiovisuais, o Amazônia Doc – Festival Pan- Amazônico de Cinema vem instigar a reflexão e o debate sobre fomento, difusão e produção audiovisual em um grande intercâmbio cultural realizado pelo Instituto Culta da Amazônia e produzido pela ZProduções Cinematográficas, com o patrocínio da Oi por meio Governo do Estado do Pará através da Lei Semear e apoio cultural da Oi Futuro e da Ecleteca Cultural.

Equipe

Direção Geral / Produção Executiva:
Zienhe Castro

Organização: 
Felipe Pamplona – Coordenador de Programação
Marco Moreira – Coordenador Comitê de Pré-seleção
Moana Mendes – Coordenadora de Produção
Danielle Filgueiras – Produtora
Adriana Simões – Assistente de Produção
Flávia Souza – Assistente de Produção
Wendell Aguiar – Assistente de Produção
Amanda Aguiar – Coordenadora de Comunicação
Cíntia Magno – Assessora de Imprensa
Leonardo Fernandes – Assessor de Imprensa
Lorenna Montenegro – Assessora de Imprensa
Daniela Vianna – Tradutora
Rennan Rosa – Coordenador Gráfico
Josi Mendes – Designer Gráfico
Ronaldo Guedes – Designer de Troféu
Gotazkaen – Identidade Visual
Nicole Marinho – Assessora de Website

Comitê de Pré-Seleção: 
Marco Moreira – Presidente
Arnaldo Prado Jr.
Dedé Mesquita
Felipe Pamplona
Luzia Miranda Alvarez
Pedro Veriano
Zienhe Castro

 

Programação

SÁBADO, 5/11

Sessão de abertura
Cine Olympia – 19h30

Um Outro Ensaio
(Natara Ney, Brasil, 2010, Ficção, 15′)

Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
(Beto Brant, Renato Ciasca, Brasil, 2011, Ficção, 100′)

DOMINGO, 6/11

Sessão Especial
Cine Olympia – 17h

Uma Longa Viagem
(Lúcia Murat, Brasil, 2011, Ficção, 97′)

Mostra Competitiva
Cine Olympia
19h

Curtas:
Cine Câmelo (Clarissa Knoll, Brasil, 2011, Doc, 15′)
Kinopoéticas – Katari Kamina (Pedro Dantas, 2011, Doc, 15′)
Crônicas de uma Morte Anunciada (Ivan Canabrava, Brasil, 2011, Doc, 06′)
A Dança do Tempo (Christian Spencer, Brasil, 2011, Doc, 23′)

Longa:
Morada (Joana Oliveira, Brasil, 2010, Doc, 78′)

SEGUNDA, 7/11

Mostra Competitiva
Cine Olympia
19h

Curtas:
Ribeirinhos do Asfalto (Jorane Castro, 2011, Ficção, 25′)
Soldados da Borracha (Cesar Lima, Brasil, 2010, Doc, 27′)

Longa:
Terra da Lua Partida (Marcos Negrão, Brasil, 2010, Doc, 52′)

Mostra Tributo a Adrian Cowell
Cine Líbero Luxardo
19h

Chico Mendes – eu quero viver (40′, 1989)
Montanhas de Ouro (52′, 1990)

TERÇA, 8/11

Mostra Pan-amazônica
Cine Olympia
17h

Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos ( Camilo Cavalcante, Brasil, 2010, Doc, 12′)
Crônica del Racismo (Verónica Córdova, Bolívia, 2009, Doc, 35′)

Mostra Bruno Assis de jovens Realizadores
Sesc Boulevard
17h

Na Canoa para Aprender (Bruno Assis e Dani Franco, Brasil, doc, 5′)
O mundo de Célia (Bruno Assis, Ronaldo Rosa e Sissa Aneleh, Brasil, doc, 6′)
Toda Qualidade de Bicho (Angela Gomes e Cézar Moraes, Brasil, doc, 10′)
Barcos de Odivela (Angela Gomes e Cézar Moraes, Brasil, doc, 14′)
Sem Fastio (Roger Elarrat e Juliana Machado, Brasil, doc, 40′)
À Margem do Xingu – Vozes Não Consideradas (Damiá Puig, Brasil, doc, 90′)

Mostra Competitiva
Cine Olympia
19h

Curtas:
Oysuaminasai (Leandro Tadashi, Brasil, 2011, Ficção, 6′)

Longa:
De Ollas y Sueños (Ernesto Cabellos, Peru/Brasil, 2009, Doc, 74′)

http://www.dailymotion.com/embed/video/xa7p8g
De ollas y sueños – cooking up dreams – documental por la_shivi

Para Vestir Santos (Rosana Matecki, Venezuela, 2011, Doc, 52′)

Mostra Tributo a Adrian Cowell
Cine Líbero Luxardo
19h

Na Trilha dos Uru Eu Wau Wau (52′, 1990)
Nas Cinzas da Floresta (52′, 1990)

QUARTA, 09/11

Mostra Pan-amazônica
Cine Olympia
17h

Da Janela do Meu Quarto ( Cao Guimarães, Brasil, 2004, Ficção, 5′)
Babás ( Consuelo Lins, Brasil, 2009, Doc, 110′)
A Falta que me Faz (Marília Rocha, Brasil, 2009, Doc, 85′)

Mostra Bruno Assis de jovens Realizadores
Sesc Boulevard
17h

Gente que Brilha (Ivan Oliveira e Edinan Costa, Brasil, doc, 40′)
Carnasat (Wirley Silva, Brasil, doc, 25′)
Amor Veneris ou Um Colar de Brilhantes para Uma Pobre Donzela (Isabela do Lago, Vanessa Hassegawa e Arthur Leandro, Brasil, ficção, 3′)
Curtas do I Salão Xumucuís de Arte Digital (Coletivo, Brasil, doc, 3′)
Táxi Zero Hora (Silvio Sá, Brasil, ficção)
Apeú – Em canto, em conto (Ronildo Carvalho, Brasil, doc)
Os Comparsas (Marcio Barradas, Brasil, ficção)
Kronos (Rodolfo Mendonça, Brasil, ficção, 2′)
Xandu (Renata do Rosário Lira e Arthur Leandro, Brasil, doc, 10′)
Verônica Não Deita (Coletivo, Brasil, ficção, 7′)

Mostra Competitiva
Cine Olympia
19h

Curtas:
Saltos Amazônicos (Liana Amin, Igor Amin, Brasil, 2011, Doc, 8′)
A Fábrica (Aly Muritiba, Brasil, 2011,Ficção, 15′)
7 Voltas (Rogério Nunes, Brasil, 2009, Doc, 20′)
Matinta (Fernando Segtowick, Brasil, 2010, Ficção, 20′)

Longa:
Leite e Ferro (Claudia Priscilla, Brasil, 2010, Doc, 72′)

Mostra Tributo a Adrian Cowell
Cine Líbero Luxardo
19h

O Destino dos Uru Eu Wau Wau (52′, 1999)

QUINTA, 10/11

Mostra Pan-amazônica
Cine Olympia
17h

Juku (Mauricio Quiroga, Bolívia/Argentina, 2011, Doc, 18′)
Nochebuena (Camila Loboguerrero, Colômbia, 2008, ficção, 84′)

Mostra Bruno Assis de jovens Realizadores
Sesc Boulevard
17h

Mostra Cabocão – 2h
60 curtas de 1′ e 30 curtas de 4′, entre documentários e ficções, resultantes de oficinas de audiovisual realizadas no estado do Amazonas.
Organização: Júnior Rodrigues

Mostra Competitiva
Cine Olympia
19h

Curtas:
Sucumbios, Terra sem Mal (Arturo Hortas, Espanha, 2011, Doc, 30′)
Longa:
Sem ti Contigo (Tuki Jencquel, Venezuela, 2010, Doc, 43′)
Trópico da Saudade (Marcelo Flores, Brasil, 2009, Doc, 72′)

Mostra Tributo a Adrian Cowell
Cine Líbero Luxardo
19h

A Tribo que se esconde do homem (66′, 1967-69)
Uma Dádiva para a Floresta (25′, 2000)

SEXTA, 11/11

Mostra Tributo a Adrian Cowell
Cine Líbero Luxardo
17h

As Queimadas da Amazônia (45′, 2002)
Barrados e Condenados (25′, 2000)
Batida na Floresta (59′, 2004-5)
O Sonho do Chico (25′,2003)

Sessão de encerramento
Cine Olympia
19h

Qual Queijo Você Quer?
(Cíntia Domit Bittar, Brasil, 2011, Ficção, 11’15”)

As Hiper Mulheres
(Carlos Fausto, Leonardo Sette, Takumã Kuikuro, Brasil, 2011, Doc, 80′)

Atividades Paralelas
Oficinas

Cinema Fora do Eixo – Como fazer?
Instrutor: Cíntia Domit Bittar
Local: Colégio Ideal
Período: 07 a 11/11
Horário: 9h às 13h

Dispositivos Móveis na Era do Cinema Digital
Instrutor: Gilberto Mendonça
Local: Colégio Ideal
Período: 07 a 11/11
Horário: 9h às 13h

Workshop

Psicanálise e Cinema
Instrutor: Manoel Leite
Local: Colégio Ideal
Período: 16 a 19/11
Horário: 19h às 22h

Seminário

Um Cinema Feminino?
Mais do que exibição de filmes, o Amazônia Doc. inclui em sua programação atividades práticas e reflexivas, contribuindo para a democratização do acesso às técnicas de diferentes áreas do cinema e também estimulando o debate e a formação crítica. Neste bojo, estão oficinas, sessões comentadas e ações educativas, além do seminário “A Mulher e o Cinema”. Sob a direção da cineasta Zienhe Castro, fundadora do Amazônia Doc, e coordenação da pesquisadora e documentarista Claudia Mesquita, o seminário trará a Belém realizadoras de vários países da Pan-Amazônia, com a intenção de discutir a evidente maior presença de cineastas mulheres na contemporaneidade e as novas abordagens e temáticas decorrentes deste cenário.

A programação será realizada em abril. Serão quatro dias de encontros no Cinema Olympia, como parte das comemorações pelo seu centenário.

Oficinas

Oficina Dispositivos móveis na era do cinema digital
Período: 7 a 11/11 (9 às 12h)

Ministrante: Gilberto Mendonça (PA)
Local: Colégio Ideal

Através de uma discussão teórica e prática, a oficina propõe fazer reflexões acerca dos processos e possibilidades estéticas e poéticas do uso de dispositivos móveis de produção audiovisual. Mergulhando nos princípios da linguagem cinematográfica a oficina terá discussões também sobre os meios de produção através de câmeras digitais e celulares e as novas transformações tecnológicas e culturais ocorridas com o surgimento do cinema digital. O curso é voltado para pessoas com mais de 13 anos, com ou sem experiência.

Minibiografia:
Produtor independente, Gilberto Mendonça é Sociólogo, Arte Educador e realizador desde 2005. Colaborador do Programa de Pesquisa e Extensão Universitária: “Entre Memórias – A Constituição Cotidiana da Mitopoética em Colares no Imaginário Infantil”, da Universidade Federal do Pará, Desenvolvendo trabalhos de pesquisa audiovisual e etnográfica relacionados à memória e narrativas orais na Amazônia. Participou e dirigiu diversos curtas e atualmente ministra oficinas relacionadas à produção audiovisual em novos suportes tecnológicos e sua estética no cinema digital.

Vagas: 50 alunos

Oficina: Cinema fora do eixo – como fazer?
Período: 7 a 11/11 (9 às 12h)

Ministrante: Cíntia Bittar (SC)
Local: Colégio Ideal

Um recorte sobre como fazer cinema estando fora do chamado eixo cultural brasileiro, com foco nos problemas e soluções a partir do olhar do roteirista, do diretor e do produtor, configurando um estudo sobre os aspectos técnicos e criativos de um projeto.

Curso direcionado a profissionais do cinema independente e interessados na área que possuam conhecimento mínimo básico dos processos produtivos, técnicos e criativos.

Minibiografia:
Formada em Cinema e Vídeo pela UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina), Cíntia entrou para o mercado audiovisual como montadora, reunindo em sua filmografia diversos gêneros e formatos. Em Florianópolis, abriu a produtora Novelo Filmes (2010), que estreia no mercado com o curta Qual Queijo Você Quer? Seu primeiro trabalho profissional enquanto diretora e roteirista, que hoje percorre os principais festivais do país.

Vagas: 50 alunos

Workshop Psicanálise e Cinema
Período: 16 a 19/11 (19 as 22 h)

Ministrante: Manoel Leite (PA)
Local: Colégio Ideal

O Cinema e a Psicanálise tiveram seu nascimento praticamente ao mesmo tempo. Em 1895, enquanto os irmãos Auguste e Louis Lumière faziam a primeira projeção cinematográfica da história, Freud dedicava-se a seus primeiros escritos psicanalíticos. Desde então, Cinema e Psicanálise seguiram seu caminhos com conceitos e experiências muito próximos, e mostrar essa relação é um dos focos do curso.

Num primeiro momento, serão apresentados alguns conceitos da psicanálise que mais se relacionam com o Cinema, como a teoria dos sonhos, os conceitos de inconsciente e de fantasia, que serão apresentados articulados com as teorias de cinema. Posteriormente, sempre através de trechos de filmes, serão articuladas as experiências da Psicanálise com as do realizador. Em seguida, será abordada a obra cinematográfica em si e a riqueza do seu conteúdo, evitando o equívoco de pretender interpretar o filme para revelar sua “verdadeira essência”, mas utilizando das “ferramentas” da psicanálise para produzir novos recortes e novas interpretações, enriquecendo com isso a leitura do filme e a experiência de assistí-lo.

Minibiografia:
Formado em Engenharia Aeronáutica pelo ITA em 1988, enveredou pela Psicanálise logo a seguir, ao mesmo tempo que fazia cursos de Cinema e Filosofia na PUC-RJ. Tornou-se membro da Escola Lacaniana de Psicanálise, onde coordenou grupo de pesquisa em Psicanálise e Cinema. Clinica desde 1996, inicialmente no Rio de Janeiro e posteriormente em Belém. Atualmente é membro das Formações Clínicas do Campo Lacaniano (RJ) e Mestre em Psicanálise pela UERJ.

Vagas: 50 alunos

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SEU DIDICO: PARAENSE VELHO MACHO – de Chico Carneiro (2008)

Troféu AMAZÔNIA PRATA – Amazônia DOC (empate)

Balsa Boieira Direção: Chico Carneiro
– Melhor média-metragem

Seu Didico: Paraense Velho Macho! Direção: Chico Carneiro
– Melhor média-metragem

Diógenes Leal

Diretor de Fotografia

Diógenes Leal atua na área cinematográfica desde o início da década de 1980, tendo participado de várias produções, inicialmente como assistente de câmera, em trabalhos como “Ver-o-Peso”, de Januário Guedes, Sônia Freitas e Peter Roland (1985) e “Carro dos Milagres”, de Moisés Magalhães (1988). Posteriormente, foi diretor de fotografia dos curtas-metragens em película “As Variações de Redes”, de James Bogan e Diógenes Leal (1989), “Lendas Amazônicas”, de Moisés Magalhães e Ronaldo Passarinho Filho (1997), “Dezembro”, de Fernando Segtowich (2001), “Severa Romana”, de Sue Pavão, Bio Souza e Rael Hellyan (2003), entre outros. Fez também a fotografia digital dos filmes “Por Que Eu?”, de Darcel Andrade (2005), “Belém aos 80”, de Alan Guimarães (2008) e “Camisa de Onze Varas” (DocTV), de Walério Duarte (2009). Participou também de outras produções nacionais e de países como Alemanha e Itália, realizadas na Amazônia.

Fonte: Blog do IAP

AMAZÔNIA DOC

I AMAZONIA DOC – Festival Pan-Amazônico de Documentários

” Desde o início da década de 90 passei a aprofundar as minhas pesquisas sobre cinema. Nesse processo fui completamente tomada pelos filmes de não-ficção, viraram a minha grande paixão e objeto de estudo! O interesse em ampliar meu conhecimento acerca de documentaristas, críticos, e teóricos sobre o gênero, conduziram-me de maneira inevitável a freqüentar Festivais de Cinema Documentário no Rio de Janeiro e São Paulo, pois essa era a única forma de ter acesso as realizações produzidas e aos seus realizadores no Brasil e fora daqui. Começava um “boom” na produção de documentários em todas as partes do mundo.

De lá para cá, passaram-se muitos anos! Foram anos de viagens inesquecíveis pelo Brasil e pelo mundo, através dos filmes de não ficção que pude ter acesso e dos debates que pude participar. Muitos dos filmes que assisti provocaram inúmeras reflexões e reações na minha vida pessoal e profissional, fazendo-me repensar e reorganizar minhas idéias e as minhas escolhas. Percorri muitos países e culturas, conduzida pelos diversos olhares e abordagens suscitadas pelos autores das obras. Foi e ainda tem sido inquietante e transformador! Passei a cultivar o interesse em dividir essa experiência coletivamente, viabilizar a exibição dessas produções e o debate com seus realizadores para a região norte, que via de regra não tem fácil acesso a esses filmes e muito menos aos seus autores.

Motivada por esse sentimento, em 2007, nasceu a idéia de realizar um Festival de Documentários que oportunizasse o intercâmbio entre os países que integram esse imenso território Amazônico, promovendo o acesso do nosso povo, da nossa região a essas produções e que sobretudo permitisse iniciar o debate e a reflexão em torno das problemáticas e potencialidades da Amazônia, por meio da linguagem audiovisual e do gênero documentário, pelos amazônidas e para os amazônidas.

Depois de dois anos de gestação, nasce, o I AMAZONIA DOC – Festival Pan-Amazônico de Documentários, com o objetivo principal de apresentar uma grande mostra do cinema documental da macro-região que estende sua floresta por parte de oito países que formam a Pan-Amazônia: Brasil, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia Colômbia, Guiana Francesa, e Suriname. Esta imensa região é detentora de uma das maiores riquezas hídricas, biológicas e minerais do planeta e de uma inigualável diversidade sociocultural. São diversas amazônias.

Para aprofundar e enriquecer o conteúdo dos debates propostos inicialmente convidamos os mais reconhecidos realizadores e teóricos sobre o gênero, entre eles, posso citar a imprescindível colaboração do documentarista Victor Lopes na curadoria do Seminário e a consultoria do Professor José Carlos Avelar, exímio conhecedor do Cinema latino-americano, ambos com a missão de propor à partir do conceito esboçado pelo projeto do I AMAZÔNIA DOC, os convidados brasileiros, as conferências, palestras e debates sobre as questões suscitadas no escopo do I SEMINÁRIO PAN-AMAZÔNICO DE DOCUMENTÁRIOS e da MOSTRA PAN-AMAZÔNICA DE DOCUMENTÁRIOS. Ainda contamos com a preciosa assessoria internacional de Tito Almeijeiras, coordenador do Fórum do Documentário Latino-americano no CINESUL, para comandar a área internacional do Amazônia DOC na produção dos convidados e filmes internacionais.

A hora do festival finalmente chegou! E tudo isso só foi possível pelo engajamento reiterado de nossos patrocinadores, mesmo neste ano de dificuldades atípicas, e sobretudo pela confiança firmada dos colaboradores, curadores, consultores, produtores e realizadores que acreditaram no I AMAZÔNIA DOC como janela para suas obras. Nossa gratidão é infinita.

Desejo a todos, em nome da incomparável equipe do festival, uma viagem inesquecível pelo melhor do documentário pan-amazônico.

Bom festival a todos!”

Zienhe Castro
Diretora Geral
Produtora Executiva do I Amazônia Doc

VENCEDORES

Prêmio AMAZÔNIA – Augusto Ruschi* (maior destaque entre as obras)
 
Mataram Irmã Dorothy, de Daniel Junge (BRA), 2008
 

Prêmio AMAZÔNIA Ouro – Melhor LONGA

Mataram Irmã Dorothy, de Daniel Junge (BRA), 2008

Prêmio AMAZÔNIA Prata – Melhor MÉDIA

“Balsa Boieira” e “Seu Dico. Paraense Velho Macho”, de Chico Carneiro

Prêmio AMAZÔNIA Bronze – Melhor CURTA

A Casa dos Mortos, de Débora Diniz, 2008

Prêmio AMAZÔNIA – Melhor Filme Etnográfico

Verde Terra Prometida: Laços Amazônia e Nordeste, de Claudia Kahwage (PA)

Prêmio Amazônia Especial – melhor FILME escolhido por júri popular

Mataram Irmã Dorothy, de Daniel Junge (BRA), 2008

Prêmio Amazônia Especial – Técnico local
 
Diógenes Leal