Editais e Concursos

FILME DO MÊS// MAIO – 2020 “CHAMANDO VENTOS: POR UMA CARTOGRAFIA DOS ASSOBIOS ” DE MARCELO RODRIGUES

 

Entrevistamos Marcelo Rodrigues sobre a realização de seu documentário que já percorreu uma boa carreira em festivais e agora está no canal do realizador. Marcelo é um realizador paraense, formado em Comunicação Social, com uma longa carreira como diretor de fotografia e repórter fotográfico.

1. Como surgiu a ideia do filme?

 

Na feira do Ver-o-Peso, em 2007, gravando com o amigo Armando Queiroz a videoarte “Estátua Viva”. Já havia finalizado as gravações e ficamos durante algum tempo contemplando a vista da Baía do Guajará. Não recordo bem por qual motivo me veio à mente essa história de assobiar para chamar os ventos. O fato é que permanecemos durante algum tempo conversando a respeito deste passatempo com os assobios. Pra quem não conhece, em tempos idos, era muito comum assobiar para conjurar o vento geral nas horas em que cessavam as correntes de ar e não era possível empinar os papagaios. Este foi o primeiro insight sobre a possibilidade de fazer um vídeo abordando essa ação imaginária. Depois dessa conversa o vento precisou de um novo chamado para manifestar-se em minhas memórias. Acontece que em 2017, cursando Comunicação Social na Estácio-FAP, eu tive que produzir um artigo para a disciplina Cultura das Mídias, ministrada pelo Me. Professor Enderson Oliveira. O tema era livre e bastava que estivesse alinhado com o conteúdo da disciplina. Este foi o disparador para iniciar a pesquisa que viria, sob a orientação do Professor Enderson, a embasar o meu trabalho de conclusão de curso em Publicidade e Propaganda. Propus cartografar esses assobios  na rede mundial de computadores com o intuito de verificar como essa prática de assobiar para chamar os ventos, ligada ao imaginário e ao elemento ar, ocorria na web. Iniciava minha incursão na escrita acadêmica e pude contar com a colaboração generosa da querida amiga Nayara Amaral, auxiliando-me na revisão e organização dos dados obtidos com a pesquisa netnográfica. Essa história acabaria aqui, não fossem as agruras do destino. Às vésperas do encerramento das inscrições para o Programa SEIVA, criado pela Secretaria de Cultura do Estado do Pará, tive a felicidade de encontrar com a amiga Suanny Lopes em um café no centro de Belém. O resultado dessa bem-vinda conspiração do universo foi que, após aquele encontro fortuito, surgiu a oportunidade, a possibilidade de produzir o documentário “Chamando os Ventos”. Produtora sensível, além de amiga muito estimada, Suanny, ao ouvir meu relato sobre os assobios para chamar os ventos, imediatamente ofereceu-se para formatar o artigo e submetê-lo como projeto no Programa SEIVA-2018. Feito o movimento, veio a seleção do projeto e com ela a Bolsa de Pesquisa e Experimentação Artística e a defesa do trabalho de conclusão na graduação.

2. Do roteiro à finalização como foi o processo de produção?

 

 A família exerceu um papel preponderante nas etapas desse desafio. Nara Reis, minha companheira, com sua maravilhosa sensibilidade artística esteve sempre presente, colaborando na produção e finalização do documentário. Havia uma ideia e um locus de pesquisa. Iniciei as buscas a partir do uso de palavras chave que me conduzissem aos links contendo qualquer referência sobre o assunto. Consegui localizar endereços e entender um pouco sobre o perfil dos usuários no que dizia respeito à utilização dos assobios para chamar os ventos. Místicos, religiosos, poetas, escritores, artistas, pesquisadores, todos traziam alguma informação a partir de suas perspectivas, e pude atestar que existiam outros direcionamentos para esses chamamentos. Encontrei em Gaston Bachelard um sopro de inspiração, e devo aqui agradecer à amiga Simone Jares por sugerir a leitura de “O ar e os sonhos: ensaio sobre a imaginação do movimento”, livro que me orientou e me mostrou a direção – rosa dos ventos – que eu deveria seguir para conceber a estrutura do documentário. Outra importante ferramenta no processo de produção, foram as postagens que fiz na rede social Facebook. Por meio delas pude obter relatos sobre a prática dos assobios e verificar se havia interesse em participar do projeto. Pelo aplicativo de mensagens WhatsApp chegaram os assobios, as imagens e relatos incríveis. De repente estava ali o vento soprando. O roteiro era invisível como o ar materializando-se no imaginário. Foram longas noites sentado em frente ao computador, escutando as histórias e sentindo as ondas sonoras ventilado aos meus ouvidos. As sequências deveriam evidenciar a presença dos ventos em enquadramentos com cenas aéreas de céu e ar. A imensidão, o vazio no plano fílmico, teve como função presentificar a existência do elemental através do relato das personagens. Nesse sentido, os planos foram construídos em sua unidade a partir de composições onde era delimitado 1/3 do quadro para que fosse utilizado um dispositivo através do qual pudesse ser evidenciada a ação dos ventos – decisão tomada por ocasião de uma visita que fiz à querida Ana Lúcia Lobato, amiga muito amada. Depoimentos, trilha sonora, animação, todo o processo de pré-produção, produção e pós-produção foi discutido e documentado junto à coordenação do Programa SEIVA-2018.

 

3. Como foi a repercussão do filme e a importância dele na tua trajetória como realizador?

 

A repercussão do filme foi bem maior do que as minhas expectativas. De repente, a partir de uma ação imaginante, formou-se uma delicada rede virtual. Após as exibições, ainda no interior da sala de projeção, pude ouvir depoimentos sobre como o filme transportou para algum lugar no passado ou fez lembrar um acontecimento ou alguém em especial. Coisas como: “Minha avó me ensinou a assobiar para chamar o vento”; “isso me fez recordar minha infância”; “até hoje ainda chamo o vento”. Essas devolutivas me deixaram muito feliz. Saber que as experiências vividas e compartilhadas por Mariana Gouveia, Cuiabá (MT), Celdo Braga, Manaus (AM), Claudia Rodrigues, Belém (PA), Marton Maues, Belém (PA), Myriam Carvalho, Belém (PA), despertam memórias e trazem a tona histórias e imaginários adormecidos, faz valer a pena cada dia de cansaço por conta de noites mal dormidas. Foi o primeiro trabalho em que eu me envolvi, praticamente, em todas as etapas da realização: da pesquisa à finalização. Tudo de forma muito colaborativa. Pois, como já relatei anteriormente, eu estava muito bem assistido e acompanhado neste e em outros planos. Em novembro de 2019, a convite do SESC, viajei para a cidade de Paraty no Rio de Janeiro, onde participei da abertura da III Mostra SESC de Cinema. Foram oito dias de compartilhamentos de experiências e aprendizados. Selecionado para compor o panorama nacional, pela Mostra SESC, o filme circulou em todo país, marcando um novo episódio na minha carreira como cinegrafista e realizador. Também destaco as participações em festivais como: Festival Pan-Amazônico de Cinema/Amazônia Doc.5 (PA); Festival de Cinema de Alter do Chão (PA); II Festival Curta Bragança (PA); Festival Toró 5 (PA), prêmio menção honrosa. Todos no ano de 2019. Ter participado de festivais foi muito gratificante e encorajador. O filme também teve sua exibição na inauguração do CINECLUBE BOMBOMLER, um novo espaço criado pela Biblioteca Comunitária Itinerante BombomLER, no bairro da Marambaia.

 

Ficha técnica

CHAMANDO OS VENTOS: POR UMA CARTOGRAFIA DOS ASSOBIOS

DIREÇÃO, ROTEIRO E PESQUISA: MARCELO RODRIGUES; ASSISTENTE DE PESQUISA: NAYARA AMARAL; PRODUÇÃO: NARA REIS; DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: MARCELO RODRIGUES; DESENHO SONORO: ANDRÉ MARDOCK / MARCELO RODRIGUES; EDIÇÃO: MARCELO RODRIGUES; ANIMAÇÃO: VICTOR ALMEIDA; PROJETO CULTURAL (FORMATAÇÃO): SUANNY LOPES; 2018. COR. DIGITAL

FILME DO MÊS// JAN – 2020 “SHALA” de João Inácio

Entrevistamos o diretor João Inácio para saber sobre a bonita trajetória de seu curta-metragem “Shala” (2016), nosso Filme do Mês.
Como e quando surgiu a ideia original para o Shala?
Minha mãe trabalhou na antiga Fbesp e sempre trazia para casa muitas histórias. Uma delas foi de um garoto que não conseguia ser adotado, ele passou por varias processos de adoção e sempre era devolvido. Isso me tocou muito e decidi escrever um roteiro. 
Eu me indignava em saber que essa era uma historia não contada e que era comum nos abrigos.
Na história não havia a materialização do preconceito representada pela boneca, isso foi criado para compor melhor o drama.
Eu nunca tive contato com o personagem da vida real e procurei me manter distante para preserva-lo.
Da escrita do roteiro ao financiamento, como foi o processo?
Árduo e nada romântico. Na época do filme era muito difícil ter credibilidade para conseguir patrocínio sem um grande Edital de Cinema. Então eu procurei me adequar as exigências do maior edital federal de curta do ministério da cultura. Sua aprovação foi fundamental para o projeto ganhar reconhecimento, inclusive nacional. 
O projeto não era barato, filmamos em 35mm e em uma parte do país que não tem equipamento para esse tipo de produção. Todo o equipamento veio do sudeste e centro oeste, essa logística foi um compromisso assumido por mim, para que profissionais locais tivessem acesso a esse tipo de produção muito sazonal em Belém. Mas o mais caro foi toda a estrutura de produção, com quase 100 pessoas trabalhando direta e indiretamente,  onde precisamos transportar, alimentar, vestir e todos os demais necessário para a realização das filmagens.
Então foi necessário diversos apoios e conseguimos o patrocínio da Yamada e do Banco da Amazônia. Sem eles o filme não teria sido filmado. 
Da filmagem até o lançamento o tempo foi bem longo, o que aconteceu?
Sim, o filme estourou todos os orçamentos, tivemos trocas de fornecedores, trocas de hotéis, problemas com fornecimento de energia elétrica. O orçamento foi pro espaço. Um dia após as filmagens eu tive que fazer um grande empréstimo no banco para cobrir parte das dividas, foram 4 anos pagando. Ainda assim não havia mais recursos para finalizar, todas as fontes de financiamentos estavam esgotadas eu estava em depressão. Então eu engavetei o projeto e fui passar um tempo nos EUA. Lá, apresentei o filme para algumas pessoas. O filme não tinha legenda, mas fui muito bem recebido. A história se contava por sí só e eu fiquei muito animado, era um sopro de esperança e alívio por o filme cumprir sua função enquanto linguagem cinematográfica. Então eu consegui recursos para finaliza-lo.
Voltei para o Brasil, negociei com o Ministério da Cultura para entrega-lo em formato digital. Adequei o filme em todas as novas exigências do MinC e fechei parceria com a DOT e terminamos o filme. 
Você pode fazer um resumo da incrível trajetória do curta em festivais.
Um filme novo de um diretor desconhecido do cenário nacional e sem recursos, torna seu trabalho de fazer seu filme conhecido uma árdua e persistente jornada. Os 5 primeiros meses foram só escrevendo o filme em festivais e recebendo repostas negativas.
Mas o Mix Brasil e seus Labs foram fundamentais para eu repensar a divulgação e distribuição do filme. Abandonei os grandes festivais e foquei em tornar meus filme conhecido. Novos recursos dos EUA vieram para a inscrição do filme em festivais internacionais e deslocamento de cópias. Hoje há muitos festivais e muitas coisas ruins e picaretas, então era uma loucura, eu tinha que ler muito sobre cada festival que eu pretendia realizava uma inscrição. 
Então vieram os resultados. Turquia, Polônia, Russia, Coreia do Sul, Espanha, México, Lituânia, Itália, Japão, Africa do Sul, Equador, Colombia, Romênia, Panamá, Holanda, Bangladesh, Áustria, Austrália, Chile, Portugal, Canadá, França, Inglaterra e claro muitos estados dos Estados Unidos, concentrando a maior parte das exibições do filme, percorremos festivais de costa a costa. O filme entrou para o acervo de preservação de filme da Universidade da Califórnia. Esteve em espaços incríveis  em Nova Yorque. Foi exibido como ferramenta de estudo na Universidade de Upsala na Suécia, Foi exibido em uma sessão para mais de 300 pagantes em Paris, que arrancando aplausos em três tempos do filme. Foi visto por mais de 1350 crianças na Turquia. Foi eleito o melhor filme por crianças na Itália. Concorreu a uma pré-indicação ao Oscar na Espanha, e encerrou sua carreira no festival de cinema mais importante de Boston, exatamente onde o filme saiu da gaveta e voltou a respirar.
Muitos festivais que recusaram o filme passaram convida-lo, era um filme que estava em muitos catálogos, mas muitos festivais seguem regras rigorosas para a seleção, como exclusividade e apenas uma inscrição. Muitos nem assistiram o filme e recusaram. De qualquer forma isso não diminuiu o filme. Foram mais de 10 prêmios e mais 70 festivais ao redor no mundo. E hoje eu posso dizer que Shala já foi exibido em sessões públicas em todos os continentes do planeta.

 

FICHA TÉCNICA

Direção, Roteiro e Produção: João Inácio, Fotografia: Kátia Coelho, Direção de Arte: Aldo Paes, Edição de som: Renan Vasconcelos, Câmera: Naji Sidki, Figurino: Marbo Mendonça, Maquiagem: Sonia Penna, Direção de produção: Luciana Martins, Assistente de Produção: Hindra Miranda, Joanna Denholm, Thiago Freitas, Tiara Tiara Klautau, Fotografia still: Renato Chalu, Continuidade: Indaiá Freire, Montagem: Allan Ribeiro, João Inácio, Editor: Bruno Assis, 1º Assistente de Câmera: Emerson Maia, 2º Assistente de Câmera: Laércio Esteves, Trilha Sonora: Paulo José Campos de Melo, Assistente de Arte: Patricia Rodrigues, Viviane Rodrigues, Produtor Associado: Maryson Sousa, Matthew Berge, Motorista: Rafaela Fontoura, Direção de elenco: Cláudio Barros, Arte: Camila Leal, Francisco Leão, 1º Assistente de Direção: Afonso Galindo, Design de Som: Renan Vasconcelos, Captação de Som: Aloysio Compasso. Elenco: Tiago Assis, Lizabeli Vilhena, Juliana Sinimbu, Bruno Carreira. Filmado em 35mm. Belém, 2016.

Sobre o 4º Festival Universitário de Criação Audiovisual – FUSCA

Os festivais universitários de audiovisual mostram a sua força em Belém com mais uma edição muito concorrida e bem realizada do FUSCA, o Festival Universitário de Criação Audiovisual, promovido pela Estácio-FAP. Interessante ver que tanto o OSGA, da UNAMA com 10 edições realizadas, e o FUSCA, da Estácio-FAP em sua 4ª edição, são frutos dos cursos de comunicação das faculdades particulares, onde o audiovisual não passa de algumas disciplinas no currículo de seus cursos. Tanto o OSGA (réptil urbano, fazendo uma brincadeira com o “Oscar”)  quanto o FUSCA (nossa querido carro popular que serve de logo pro festival) carregam no nome e na forma um humor e uma despretensão que cria uma imagem simpática junto ao público, produtores e realizadores, e os faz crescer a cada edição.

Lotando o Centro de convenções Benedito Nunes na UFPA, com mais de 900 lugares, esta edição 31 vídeos inscritos e todos foram exibidos, uma boa força para os realizadores e decisão bastante acertada da comissão organizadora. A dinâmica de  competição dos festivais de cinema estimula a participação e a qualidade das obras inscritas porém não se deve deixar de lado o caráter de fomento à produção dando oportunidade dos filmes serão exibidos e comentados pelo público.

Os filmes participantes desta edição foram:

DOCUMENTÁRIO: Caminhos da solidariedadeNa ponta da lataCaminheiros da fé e Ar de Junho.

ANIMAÇÃO:Cidade dos guarda-chuvas

V’IDEO PUBLICITÁRIO: Virus festivalMônaco motocenterHambúrguer de maniçobaViolência contra mulherLibertinos sexy shop.

VÍDEOCLIPE: Eu estou apaixonadaA corda, Cd’s e livrosOs caras velhosBrand new day.

VÍDEO MINUTO: IntensamenteTempos de bolaVermelhoMr. ballonBatalha do sachêLixos eletrônicosTriunfo dos mortos vivos em gameAmeaça de morteA garota do quinto andar e Maiêutica.

CURTA DE FICÇÃO: Presságio, ” Pietra, um segundo ‘‘, HungryEncantada do bregaOujia – O jogoAurora Pináculo do desespero.

Os vencedores foram escolhidos por comissão julgadora convocada por esta edição, muito competente por sinal, e foi composta por Lorenna Montenegro (jornalista e crítica de cinema), Brunno Régis (realizador), Andrei Miralha (realizador) e Enderson Oliveira (jornailista e produtor), foram os seguintes:

Melhor Curta de ficção (júri técnico): Encantada do brega

Escolha do público (voto popular): Encantada do brega

Melhor Roteiro: Encantada do brega

Melhor Produção: Encantada do brega

Melhor cartaz: Encantada do brega

Melhor Documentário: Caminheiros de fé

Melhor Vídeoclipe: Brand New Day

Melhor Vídeo Publicitário: Vírus festival

Melhor Animação: Cidade dos guarda chuvas

Melhor Vídeo-minuto: Tempos de bola

Melhor edição: Tempos de bola

Melhor Diretor: Tempos de bola

Melhor Atuação: Paulo Colucci

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O destaque dessa edição foi mesmo o filme Encantada do Brega estrelado por Samara Castro, que tem um canal de vídeos muito popular no YouTube, e que fez uma grande campanha de expectativa em suas redes sociais e conquistou público e jurados. O filme foi produzido pela Platô Produções, também responsável pelo recente fenômeno pop periférico de Belém, Gina Lobrista, e contou com uma série de teasers e making offs, com uma fanpage com mais de 5 mil curtidas, alcance que nem os filmes mais conhecidos da nossa cinematografia atingiram junto ao público.

O FUSCA e a Encantada do brega deixam uma grande lição aos nossos produtores de festivais e cineastas, não se levem tão à sério.

Fonte: FUSCA e DOL

Primeiro Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA

INSCRIÇÕES ATÉ 17.09.2014 AQUI.

CARTAZ

A direção do Primeiro Festival Internacional de Cinema do Caeté – FICCA informa aos realizadores e produtores de cinema que as inscrições encerram na próxima semana, quarta-feira, 17 de setembro de 2014. A (nova) FICHA DE INSCRIÇÃO (resumida) está disponível no LINK: http://ficcafestival.blogspot.com.br/2014/06/braganca-tera-festival-internacional-de.html

A produção do Festival atendeu pedidos dos realizadores interessados e os dispensou da obrigatoriedade de enviar a cópia fiel do filme em DVD devidamente identificada (substituindo-se pelo envio de link para visionamento e download) e do mesmo modo a lista de diálogos do filme (alíneas d” e “e” do ítem II, Artigo 6º do Capítulo IV – Das Inscrições).

Jornada cultural sem fins lucrativos que tende a inverter a lógica do mercado audiovisual para potencializar a liberdade criativa, o I Festival Internacional de Cinema do Caeté, por uma questão de natureza organizacional e por questões de dificuldades de articulações de parcerias sólidas que garantissem recursos para o pagamento dos prêmios em dinheiro, modificou a redação do Capítulo IX (Da premiação), conforme LINK: http://ficcafestival.blogspot.com.br/2014/06/regulamento.html

Anote os contatos do FICCA: EMAILS: ficcacinema@gmail.com / carpinteirodepoesia@gmail.com / TELEFONES: (91) 96 42 20 18 / 88 21 24 19 / BLOG: http://www.ficcafestival.blogspot.com

OSGA 2013 – os filmes premiados

Um festival que cresce a cada ano e já se tornou o festival de cinema e audiovisual de maior longevidade em Belém, em suas 10 edições já formou uma geração de entusiastas pela grande arte da imagem em movimento. Esse feito certamente se deve a renovação da equipe, que mantem o entusiasmo e descentraliza as ações de produção. Realizado pela Universidade da Amazônia, gestado no curso Comunicação Social e com grande participação das outras faculdades de Belém, o Osga premia diversas categorias dentro do universo audiovisual, e assim consegue distribuir prêmios entre vários filmes fazendo a alegria dos jovens realizadores. Nada mais gratificante para quem pesquisa cinema saber do surgimento de profissionais como os realizadores do grande premiado da noite “Espátula e Bisturi”. Um grande filme como há muito não assitia por realizadores paraenses, humor certeiro e sensibilidade em um roteiro muito bem escrito, a atmosfera nostálgica, a locução, tudo funciona bem e a edição é com certeza o maior trunfo do “Espátula e Bisturi”. Um grande festival o Osga.

 

 

Melhor Vídeo Arte – Spaghetti Eisenstein:

 

Melhor Vídeo Minuto – Curtinha dos Pés:

 

Melhor Edição, Roteiro, Direção e Filme – Espátula e Bisturí:

 

Melhor Figurino e Fotografia – Tejada:

 

Melhor Ator, Efeito Especial e Maior Mico – Cold Times:

 

Melhor Desenho de Som – Epitáfio:

 

Melhor Cartaz – Silvia:

 

Melhor Atriz – Tereza e a Crítica:

 

Melhor Produção e Divulgação – Sobre Coelhos e Ingressos (Versão Estendida):

 

Fonte: OSGA

I Concurso de Interprogramas de Animação: Cultura Animação

cultura animacao

 

Os cinco projetos selecionados no I Concurso de Interprogramas de Animação já estão sendo veiculados na interprogramação da TV Cultura e Portal Cultura. No total serão exibidos 15 curtas-metragens, cada um com duração de um minuto. O concurso foi realizado este ano pela Cultura Rede de Comunicação e o Instituto de Artes do Pará (IAP).

 Os selecionados foram: Eliezer França Aido, Daneill Duann Pinheiro Paluma, Otoniel Lopes de Oliveira Júnior, Petrônio Medeiros Lima Filho e Marcílio Benedito Caldas Costa. Cada projeto recebeu R$ 18 mil. No total foram inscritos ao todo 26 projetos, 25 de Belém e um de Marabá.

 

2ª Edição do Cine Periferia Pai D’égua

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Nesta quarta feira (12/12/2012) às 19h, a Central Única das Favelas do Pará e Crias do Futuro darão início a 2° edição do Cine Periferia Pai D’égua, na expectativa de casa cheia. O Cine Olympia será mais uma vez palco do evento que retrata as periferias paraenses, brasileiras e de forma pioneira, mostra a vivência de detentos do Sistema Penitenciário do Estado do Pará. Chame sua família e seus amigos e venha prestigiar.

PROGRAMAÇÃO 2012
DIA 12/12/2012
 
19h – Abertura Oficial

19:15h – Sessão Única

· 5xFavela- Agora Por Nós Mesmos (Rio de Janeiro –RJ / Brasil)
Documentário, 90’, Direção: Wagner Novais, Rodrigo Felha, Cacau Amaral Luciano Vidigal, Cadu Barcellos, Luciana Bezerra e Manaíra Carneiro
Sinopse: “5xFavela- Agora por Nós Mesmos” é um filme em 5 episódios totalmente concebido, escrito, dirigido e realizado por jovens cineastas moradores de favelas do Rio de Janeiro , refletindo as múltiplas faces do cotidiano dos moradores dessas comunidades, fugindo dos estereótipos violentos.
DIA 13/12/2012
19h – Bate Papo– Januário Palheta (Aluno da Oficina de
Audiovisual)
Resocializar, é preciso? (Belém – PA / Brasil)
Filme produzido pelos alunos da Oficina de Audiovisual do Centro de Recuperação do Coqueiro –CRC da 1ª Edição do Cine Periferia Pai D’égua – CUFA PA.
Documentário, 16’ 30”, Direção: Alunos do Centro de
Recuperação do Coqueiro – CRC
Sinopse: Documentário produzido pelos internos de uma casa penal do Estado do Pará, abordando diversos assuntos ligados à importância da reinserção social de cada um deles: educação, justiça, religião, entre outros.
· Controlando minha maluques (Vitória – ES / Brasil)
Documentário, 9’, Direção: Alunos da E.E.E.F.M. Mario Gurgel
Sinopse: Reginaldo Rayol é um personagem popular de Terra Vermelha
· Rose News(Vitória – ES/ Brasil)
Ficção, 11’, Direção: Alunos da E.E.E.F.M. Saturnino Rangel Mauro
Sinopse: O telejornal aborda a realidade do bairro de um jeito bem humorado.
· Viaje pela janela do ônibus (Ananindeua – PA / Brasil)
Experimental, 4’ 58”, Direção: Raphael Costa
Sinopse: Em meio a escapismo de um estudante de periferia que se vê obrigado a imaginar e brincar com as cenas vistas da janela de um ônibus, a libertação vem através da imaginação psicodélica. Uma mashup art inspirada no imaginário de uma opera de formigas e pássaros com insights de sons urbanos.
· Chapada(Rio de Janeiro – RJ / Brasil)
Ficção, 5’, Direção: Valério Fonseca
Sinopse: A busca pela beleza ideal pode ser perigosa.
· O Mendigo( S. J. de Meriti – RJ / Brasil)
Ficção, 18’8’’, Direção: Ricardo Rodrigues
Sinopse: Oscarito é um mendigo que aparece numa cidade
com um violão velho de três cordas e passa a viver
os drama nas ruas. Com o dinheiro das esmolas,
compra dois bifes num açougue para saciar o desejo
de Bete. Depois de comerem, Oscarito retorna numa
surpreendente e reveladora realidade.
DIA 14/12/2012
19h – Bate Papo – Camila Benito e Aline Alda (Alunas da
Oficina de Audiovisual)
· A “Vida”no Cárcere (Belém – PA / Brasil)
Filme produzido pelas alunas da Oficina de Audiovisual do Centro de Recuperação Feminino – CRF da 1ª Edição do Cine Periferia Pai D’égua – CUFA PA.
Documentário, 15’44”, Direção: Alunas do Centro de Recuperação Feminino – CRF
Sinopse: Documentário que retrata o cotidiano das internas de uma casa penal do Estado do Pará sendo exibido sob a ótica das próprias detentas.
· Consequências (Belém – PA / Brasil)
Filme produzido pelos alunos da Oficina de Audiovisual da Escola Estadual Temistocles de Araújo da 1ª Edição do Cine Periferia Pai D’égua – CUFA PA.
Ficção 16’29”, Direção: Alunos da E.E.E.F.M Temistocles de Araújo
Sinopse: Em um escola publica da periferia de Belém, um determinado aluno sofre com os maus tratos dos colegas, com brincadeiras absurdas e todos os tipos de ofensas que no fim as levam a tomar uma decisão trágica.
· Bernardo Saiam do Portal da Amazônia (Ilha de Cotijuba – Belém – PA / Brasil)
Ficção, 4’10”, Direção: Mateus Moura e Romario Alves.
Sinopse: Em Belém do Pará, no ano de 2012, intensificando o ritmo de um modelo de desenvolvimento que privilegia camadas sociais abastadas ocorreu mais uma grande obra: a construção do Portal da Amazônia. Para tal empreendimento foram utilizadas as velhas técnicas do descaso, do desrespeito e do trator. Aqui temos um registro.
· Chão de pedra ( Rio de Janeiro – RJ / Brasil)
Ficção, 20’15’’, Direção: Marcos Percinoto
Sinopse: Médico encontra-se com traficante para receber pagamento, mas descobre que pode não sair vivo de lá.
· Vozes do mundo, de quem não tem voz no mundo ( S.J. Meriti – RJ / Brasil)
Documentário, 16’18’’, Direção: Ricardo Rodrigues e Vitor Gracciano
Sinopse: Donas de casa, camelôs, mendigos, loucos de rua, transeuntes ganham a oportunidade de soltar, através de suas vozes, agonias, esperanças, sonhos e suas lutas em biografias que interessam poucas pessoas. E ainda que a sociedade pareça surda, eles estão aqui para gritar, expor e discutir.
DIA 15/12/2012
19h
· Improvisation(Belém – PA)
Filme produzido pelos alunos da Oficina de Audiovisual da Associação de Moradores do Guamá da 1ª Edição do Cine Periferia Pai D’égua – CUFA PA
Documentário, 15 08”, Direção: Alunos da Associação de Moradores do Guamá.
Sinopse: Grupo de modaradores do bairro do Guamá na Cidade de Belém mostra de uma forma descontraída e divertida um pouco de sua realidade e de como seu bairro é visto pelos meios de comunicação e programas locais.
· Dia seguinte ( Ananindeua – PA / Brasil)
Ficção, 3’25’’, Direção: Vince Souza
Sinopse: Comparação e semelhanças de um casal em sua própria dimensão. O estranho é além de viverem na mesma dimensão, o casal ao menos se conhece.
· Favela como modelo sustentável (Rio de Janeiro – RJ / Brasil)
Documentário, 25’10’’, Direção: Emily Sasson
Sinopse:
· Cowboy(Niterói – RJ / Brasil)
Ficção, 10’50’’, Direção: Tarcisio Lara Puiati
Sinopse: Historias contadas por um cowboy.
· Pique Salva(Brazilândia – DF / Brasil)
Ficção, 6’10’’, Direção: Antônio Balbino
Sinopse: Gabriel vive sob a superproteção da avó. Numa oportunidade ele foge e é “salvo” pela meninada da rua.
· A dor da perda (Rio de janeiro – RJ / Brasil)
Ficção, 11’21’’, Direção: Alicia Moraes, Caio Sena, Andressa Moraes e Larissa Sena.
Sinopse: Uma jovem moradora do Vidigal, favela do Rio de Janeiro, engravida. A partir de então sua vida se torna difícil e ela se envolve em um trágico acidente doméstico.

· De catraia (Santos – SP / Brasil)
Ficção, 9’, Direção: Damaris Ribeiro
Sinopse: “De catraia”, revela um meio de transporte pouco convencional da Cidade de Santos. Pequenas embarcações que navegam em meio a grandes navios, cruzam o canal do maior porto da América Latina.
20:30h – Cerimônia de Premiação dos Filmes Vencedores da 2ª Edição do Cine Periferia Pai D’égua
DIA 16/12/2012
18h – Exibição dos filmes vencedores da 2ªEdição do Cine Periferia Pai D’égua

Conexão Vivo Animações: inscrições prorrogadas até 15 de Dezembro

Animadores, cineastas e designers tem mais tempo para se inscreverem no Edital Conexão Vivo Animações. As inscrições foram prorrogadas até o dia 15 de dezembro. O edital é uma ação para estimular a produção de obras de animação, explorando a interface entre música e imagem, em suas diferentes possibilidades de linguagem. Ao todo, 36 candidatos serão contemplados com R$360 mil para produção de um videoclipe de animação inédito para cada uma das 36 músicas de artistas e bandas selecionadas pelo Conexão Vivo. A lista de artistas e músicas que vão receber os novos videoclipes também foi divulgada. Entre eles, estão BNegão e os Seletores de Frequência (RJ),Marcelo Jeneci (SP), Cabruera (PB), Thiago Pethit (SP), Nina Becker (RJ), Bixiga 70 (SP), Lucas Santtana (BA), Felipe Cordeiro (PA), Eddie (PE) e Lia Sophia (PA). Além do orçamento para realização dos clipes, os animadores ainda concorrem a R$25 mil em prêmios para os melhores clipes, que serão escolhidos pela curadoria e por votação popular. A lista completa das músicas selecionadas e as inscrições estão disponíveis no portal Conexão Vivo
Fonte: www.conexaovivo.com.br

Projetos contemplados no 1º Culturanimação Funtelpa/IAP

Nesta terça-feira, 6, foram divulgados os cinco projetos contemplados do 1º Culturanimação, concurso de apoio à produção de curta-metragem de animação para interprogramas da TV e Portal Cultura, uma parceria entre a Rede Cultura de Comunicação e do Instituto de Artes do Pará (IAP).

Cada projeto receberá o prêmio de R$ 18 mil para realizar três curtas-metragens, totalizando 15 curtas de um minuto cada, que serão exibidos na TV e no Portal Cultura durante a programação.

Conheça os vencedores:

Eliezer França Aido: “A Carona”, “O Gigante de Água” e “Lembranças ao Rio”

Daneill Duan Pinheiro Paluma: “Iguais”, “Brasil” e “Verdeando”

Otoniel Lopes de Oliveira Junior: “Boitatá – Cobra de Fogo na Ponte de Mosqueiro”, “Caipora no Theatro da Paz” e “Vira-Porco nos Prédios”

Petronio Medeiros Lima Filho: “Tu Conheces? Bruno de Menezes”, “Tu Conheces? Dalcidio Jurandir” e “Tu Conheces? Max Martins”

Marcílio Benedito Caldas Costa: “O Pô Pô Pô”, “Chuva da Poesia” e “Bichos Letrados”

Fonte: Portal Cultura