Inscrições abertas para o 3º Festival de Audiovisual de Belém

11251881_702666839866144_6499200347651937464_nProdutores, diretores e demais profissionais do cenário audiovisual podem inscrever obras na terceira edição do Festival de Audiovisual de Belém (FAB), que será realizado entre os dias 29 de outubro e 01 de novembro, no Cinema Olympia. Este ano, o festival apresenta apenas mostras não competitivas, organizadas em sete categorias. São elas: “Curta Metragem”; “Videoclipe”; “Propaganda Publicitária Audiovisual”; “Videoarte”; “Vídeo-minuto”, “Vídeos de bolso” e “Crítica de Audiovisual Brasileiro”.
Apesar de não ser competitivo, o FAB pretende incentivar o crescimento audiovisual não apenas em Belém, mas em todo o Brasil”, explica o idealizador do FAB, Enderson Oliveira. Tendo em vista as duas primeiras edições, Oliveira acredita que o evento está se consolidando e cumprindo com a proposta do sloganAudiovisual vai além. Audiovisual vem pra Belém”.
O público tem correspondido muito bem nos últimos anos, os produtores idem e esse retorno vai além de apenas querer ganhar um prêmio, mas sim, alcança a vontade de mostrar o trabalho, conhecer diversas obras, ver o que há de mais novo sendo produzido no país. Esse objetivo será sempre mantido, é uma das nossas grandes marcas”, complementa.Em dois anos, o FAB já recebeu aproximadamente 130 obras de 14 estados brasileiros,  e também coproduções de países como Cuba, EUA e França.
Como participar
As inscrições para o FAB 215 podem ser feitas tanto pela internet quanto pelo correio até o dia 11 de setembro. Informações como endereços e formato dos arquivos podem ser encontradas no regulamento do festival. Lembramos que as inscrições são gratuitas e que somente é permitida a participação de pessoas físicas.
Sobre o evento 
Criado em 2013, o Festival de Audiovisual de Belém – FAB é uma realização do CLIC – Empreendimento sociocultural especializado na promoção, organização e produção de cursos livres e eventos acadêmicos e culturais em Belém do Pará. Amplo e diversificado, o FAB procura incentivar a produção técnica e conceitual do audiovisual, e também colaborar com a inserção de Belém na geografia nacional da produção contemporânea. Como parte da programação, há também o Seminário de Audiovisual de Belém, encontro gratuito que apresentará discussões sobre diversos temas ligados à produção audiovisual, que também serve como ponto de encontro para que o público e produtores possam dialogar e trocar experiências.
Fonte: FAB

Mostra: Coletivos de Cinema Independentes de Belém

coletivo

 

Com intuito de agregar ao cenário audiovisual local e ratificar que não há nenhum tipo de rivalidade entre os grupos que desenvolvem projetos cinematográficos independentes em Belém do Pará , a “Quadro a Quadro”, “Qualquer Coletivo”, Ver-o-Take”, “Cinema e Miritismo” e “Coletivo Tralhoto” exibirão no Cine Olympia, dia 15 de junho, alguns de seus trabalhos para o público.
Uma iniciativa para evidenciar que o trabalho em grupo, aliado a dedicação e criatividade, podem render interessantes resultados.

Coletivo Tralhoto
“A Garota da Beira do Rio”

Sinopse:Três amigos embriagados voltam pra casa após mais forró da Ufpa, até que um deles se separa e acaba tendo um encontro inesperado com uma misteriosa garota na beira do rio.

Página do Facebook: http://www.facebook.com/coletivotralhoto?fref=ts

Coletivo Ver-o-Take
“Epitáfio”

Sinopse: Epitáfio conta a história de Eduardo (Khaled Chedid), um jovem publicitário que, aos 25 anos, tem uma vida boa e é bem-sucedido. Mas, parece que se a vida não tem problema algum, é aí que algo está errado com ela, né? Ele entra em uma crise de identidade e começa a refletir sobre sua vida, se é feliz e qual o verdadeiro sentido de sua existência. Afinal, pra que serve tudo o que ele tem feito durante os últimos anos? Eduardo decide tomar uma decisão inesperada, mesmo que ela não seja uma das mais fáceis.

Página do Facebook: http://www.facebook.com/VerOTake?fref=ts

Cinema e Miritismo
“Tereza e a Crítica”

Sinopse:O curta trata-se de uma jovem blogueira que, inconformada com a situação imposta às ditas minorias sociais, decide escrever um texto em protesto. Com a repercussão do texto, ela é convidada e explicar-se publicamente e aí que descobre-se o que ela sente e quer realmente falar.

Página do facebook: http://www.facebook.com/pages/Cinema-Miritismo/495915377105433?fref=ts

Qualquer Coletivo
“desértiqa’s gota’s líqido’s grão’s (de sangue)”

Natureza, Fenômeno, Cultura, Homem: que ruídos se colhe aqui?
Entre o ar livre e o ar condicionado, o humano (homo sapiens, homo ludens, homo faber). Ar: raro efeito, que transporta mistérios. Mistérios que o humano condiciona, para transformar em energia. Intenta libertar sua paisagem? Aprisionar sua miragem? Transformar em dígito o canto do uirapuru? Em especiarias as espécies? O sedento humano e seu oásis represado: a Imagem (visual, sonora, digital, hidroelétrica).

Página do Facebook: http://www.facebook.com/qualquerquoletivo

Quadro a Quadro

“Espelho e Silêncio”

Sinopse:Livremente inspirado no texto homônimo de Emanuel Meireles. Sozinho em uma velha casa, um homem convive em um denso silêncio. Entre alguns objetos, um espelho que lhe despertou algo levando a uma danação.

“Fotodramas”

Sinopse: Retratos do cotidiano que apresentam uma proposta de construir e desconstruir conceitos.

Página do Facebook: http://www.facebook.com/ColetivoQuadroAQuadro?fref=ts

Serviço:
Sábado, dia 15 de Junho
Às 16h no Cine Olympia
ENTRADA FRANCA

Realização e Curadoria: Quadro a Quadro
Apoio: Cine Olympia

Informações:8102-3089/8070-4941

 

Fonte: Quadro a Quadro

OSGA 2013 – os filmes premiados

Um festival que cresce a cada ano e já se tornou o festival de cinema e audiovisual de maior longevidade em Belém, em suas 10 edições já formou uma geração de entusiastas pela grande arte da imagem em movimento. Esse feito certamente se deve a renovação da equipe, que mantem o entusiasmo e descentraliza as ações de produção. Realizado pela Universidade da Amazônia, gestado no curso Comunicação Social e com grande participação das outras faculdades de Belém, o Osga premia diversas categorias dentro do universo audiovisual, e assim consegue distribuir prêmios entre vários filmes fazendo a alegria dos jovens realizadores. Nada mais gratificante para quem pesquisa cinema saber do surgimento de profissionais como os realizadores do grande premiado da noite “Espátula e Bisturi”. Um grande filme como há muito não assitia por realizadores paraenses, humor certeiro e sensibilidade em um roteiro muito bem escrito, a atmosfera nostálgica, a locução, tudo funciona bem e a edição é com certeza o maior trunfo do “Espátula e Bisturi”. Um grande festival o Osga.

 

 

Melhor Vídeo Arte – Spaghetti Eisenstein:

 

Melhor Vídeo Minuto – Curtinha dos Pés:

 

Melhor Edição, Roteiro, Direção e Filme – Espátula e Bisturí:

 

Melhor Figurino e Fotografia – Tejada:

 

Melhor Ator, Efeito Especial e Maior Mico – Cold Times:

 

Melhor Desenho de Som – Epitáfio:

 

Melhor Cartaz – Silvia:

 

Melhor Atriz – Tereza e a Crítica:

 

Melhor Produção e Divulgação – Sobre Coelhos e Ingressos (Versão Estendida):

 

Fonte: OSGA

Clic em Cena – de 08 a 10 de Agosto em Belém

Programação

Confira abaixo programação do CLIC em Cena, que será realizado de 08 a 10 de agosto na Faculdade Ideal – Faci IV, localizada na Rua dos Tupinambás, entre Pariquis e Mundurucus, 460 – Batista Campos, Belém:
∎ QUARTA (08/08)
● A partir das 9h: Credenciamento
 
● 10h: Mesa de abertura  100 anos de história: na tela e fora dela”.
– Mediadora: NAZARÉ MORAES, gerente responsável pelo Cinema Olympia.
 
– MARCO ANTÔNIO MOREIRA, crítico de cinema, escreve artigos sobre a sétima arte em vários jornais de Belém desde 1978. Faz parte da ACCPA (Associação dos Críticos de Cinema do Pará) e da ABRACCINE (Associação Brasileira dos Críticos de Cinema). Crítico de cinema da TV Cultura e Portal Cultura, Marco faz comentários sobre cinema na rádio O Liberal/CBN, reportagens no Portal ORM, ministro cursos de cinema e colaboro na elaboração de debates com o público nos cineclubes programados pela ACCPA. É responsável pela programação do Cinema Olympia. Blog Odisseia.
– LUZIA MIRANDA, cientista política, crítica de cinema de “O Liberal”, organizadora do livro “100 anos da História Social de Belém (1912-2012)”, sobre o Cine Olympia. Blog da Luiza.
– PEDRO VERIANO, Médico, jornalista, critico e pesquisador de cinema. Colunista de cinema em “A Provincia do Pará” de 1963 a 2001. Responsável pela coluna de cinema no jornal “A Voz de Nazaré”. Autor de curtas entre 1951-1974 e videos de 2001 em diante. É autor de “A Critica de Cinema em Belém”, “Cinema no Tucupi” e “Fazendo Fitas” e organizador do livro “100 anos da História Social de Belém (1912-2012)”, sobre o Cine Olympia. Blog do Veriano.
● 14h – 15h: 
Roda de conversa com ANDREI MIRALHA, graduado em Arquitetura e Urbanismo, ilustrador, criador de histórias em quadrinhos e produtor de cinema de animação. Produziu os curtas “Muragens”, “Nossa Senhora dos Miritis”, “Adimirimiriti” e o documentário “Miriti-Miri”.
● 15h15 – 17h“Narrativa e Experiência no Audiovisual na Amazônia”
 
– Mediador: FABRÍCIO FERREIRA, graduando de Letras na Faculdade Ipiranga, Editor da Editora Paka-Tatu e escritor premiado no I Prêmio Literário Dalcídio Jurandir e no Concurso Anual da Academia Paraense de Letras de 2011.
 
– ADRIANO BARROSO é autor das peças teatrais “Odeio Drummond” e “O Desejo de Catirina”. Entre os espetáculos teatrais mais importantes que participou estão: “Hamlet”, de Shakespeare, 1992; “A Vida é Sonho”, de Calderón de La Barca; “Hamlet Machine”, de Heiner Müller ; “O Tartufo”, de Molière. Dirigiu espetáculos como Macbeth, A comédia dos erros (Shakespeare); o auto da índia (Gil Vicente). Co-dirigiu o documentário “Chupa-Chupa: a história que veio do céu”, roteirizou os curta de animação “A Onda, Festa na pororoca”, “Visagem” e “Admirimiriti” e atuou em oito filmes, como entre eles, o premiado Matinta Pereira e Dias. Publicou “A Farda do boi” e “Cafundó e Bonitão”. Blog do Barroso.
– RELIVALDO DE OLIVEIRA, graduado em Comunicação Social pela UFPA, mestre em Planejamento do Desenvolvimento (NAEA/UFPA) e doutor em Ciências Sociais (Antropologia) pela UFPA. Professor da Universidade da Amazônia, é autor dos livros “Mito e modernidade na ‘Trilogia amazônica’, de João de Jesus Paes Loureiro” (NAEA/UFPA, 2003), publicado pelo Prêmio NAEA de melhor tese e dissertação de 2001-2002; “Amazônia, cidade e cinema em ‘Um dia qualquer e ‘Ver-o-Peso: ensaio'” (IAP, 2012), publicado pelo prêmio Vicente Salles de melhor ensaio do Instituto de Artes do Pará (IAP), e organizador do livro Cinema na Amazônia: textos sobre exibição, produção e filmes (CNPq, 2004).
∎ QUINTA (09/08)
● 10h15 – 12h: “Além da tela: diálogos entre Audiovisual e outras artes”
– MÔNICA VIEIRA é mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Pará e, atualmente, cursa Doutorado em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA/UFPA). Seus estudos centram em temáticas como cinema, educação, literatura e mitos como ciência do concreto.
 
– SAULO SISNANDO é bacharel em Direito pela Universidade da Amazônia, mestre em artes pela Universidade Federal do Pará, ator, escritor, diretor teatral, dramaturgo. Dirigiu espetáculos como “Quatro Vs Cadáver”, “O misterioso desaparecimento de Deborah Rope” e “O Incrível Segredo da Mulher-Macaco”.Sua pesquisa versa sobre a influencia do cinema americano na montagem de espetáculos teatrais. Defendo a existência de uma categoria de espetáculo teatral chamada: “peça-filme”.

 
– ANA FLÁVIA MENDES, é doutora e mestra em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia e graduada em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade do Estado do Pará. É professora efetiva da Universidade Federal do Pará e vice-diretora da Escola de Teatro e Dança da UFPA. É autora dos livros “Gesto Transfigurado” e “Dança Imanente” e organizadora do livro “Abordagens Criativas na Cena”.
● 14h – 15hMostra de curtas
● 15h15 – 17hO inanimado ganha vida: peculiaridades do cinema de animação.
– Mediadora: ANA CAROLINA ALMEIDA, coordenadora e responsável pelo Marketing do evento. É graduanda em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade da Amazônia. Além de pesquisar a Disney, Ana também pesquisa as interfaces entre Cinema, Contos de Fadas e Pós Modernidade.

 
– PAULA MACEDO, sócia-diretora da Comadre Produções Cinematográficas – produtora fundada em 2011, é criadora e Produtora Executiva da Bacuri – Mostra de Cinema Infantil. Formada em Comunicação Social habilitação em Cinema e Vídeo pela FAAP/SP com o curta-metragem: “Tragédia Brasileira”, cor, 16mm , 1998.

– INDAIÁ FREIRE DA SILVA, jornalista, graduada em Comunicação Social pela UFPA, mestre em Literatura e Cinema pela UFPA. Tem curso de produção executiva feito na Universidad San Antonio de Los Baños – Cuba. Trabalha na TV Cultura é coordenadora do CULTURANIMAÇÃO, concurso de interprograma de animação. Trabalhou em curtas-metragem realizados em Belém como “Origem dos Nomes” de Marta Nassar, “Chama Verequete” de Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira, “As Mulheres Choradeiras” de Jorane Castro, “Dias” Fernando Segtowick, além de outros. Foi presidente da ABDeC-PA (Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas seção Pará).
 
– ROBERTO RIBEIRO, graduado em Educação Artística habilitação em desenho pela UNAMA, produção e gestão deprojetos Culturais (FGV -MINC), Artista plástico, Roteirista, Desenhista, Produtor e diretor de cinema de animação, Designer gráfico, produtor cultural. Produziu e dirigiu os curta metragem “O menino urubu” e a produção Belgo-Brasileira “A montanha do Passaro” e o documentário ” Experiencia, 40 anos de Encantamento”. É dono da karandash Sstudio de Animação Produções e Design Ltda.

∎ SEXTA (10/08)
● 9h – 10h
Roda de conversa com FERNANDO SEGTOWICK, graduado em jornalismo pela Universidade Federal do Pará, estudou cinema na New York Film Academy (Estados Unidos). Já dirigiu vários comerciais, vídeos institucionais e documentários, como Imagens Cruzadas (2005) e “Jovens, Tefé, AM” (2008). Dentre seus curtas destacam-se Dias (2000), Dezembro (2004) e Matinta (2010).
 
● 10h15 – 12hTV na Amazônia: desafios e perspectivas
– Mediadora: MARIANA ALMEIDA, graduanda em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e bolsista de Iniciação Científica da pesquisa Capital Social, Comunicação e Desenvolvimento na Amazônia, vinculada ao CNPq e coordenada pelo Prof. Dr. Fábio Castro (Facom/UFPA). Pesquisa sobre televisão e teledramaturgia brasileira e é membro do coletivo de audiovisual independente Ver-o-Take, da UFPA. Responsável pelas publicações e atualizações de conteúdo nas mídias sociais do CLIC (Blog, Twitter e Facebook).

– MARIA ATAÍDE MALCHER, doutora (2005) e Mestre (2001) em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP). Coordenadora do Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM) e Professora da Faculdade de Graduação Comunicação Social (FACOM), ambos da Universidade Federal do Pará (UFPA). Coordenadora do Laboratório de Pesquisa e Experimentação em Multimídia da Assessoria de Educação a Distância(AEDi/UFPA), da produtora de audiovisual Academia Amazônia (FACOM-UFPA) e dos projetos: Ciência e Comunicação na Amazônia, ABC Digital e Implementação de plataforma virtual multimídia para ensino e aprendizado na graduação, financiado pela CAPES.

– IVANA OLIVEIRA, jornalista e consultora de mídias sociais, é graduada em Comunicação Social pela Universidade do Amazonas e mestra em Planejamento do Desenvolvimento Sustentável pelo NAEA (UFPA). Além de lecionar na Universidade da Amazônia (Unama), ela também faz parte do corpo docente da Faculdade de Estudos Avançados do Pará (Feapa) e da Estácio FAP.

● 14h – 15h: Mostra de Curtas
 
● 15h15 – 17h: “Produção audiovisual, videoclipes e publicidade”
– Mediador: RAMIRO QUARESMA, graduado em Comunicação Social e pós-graduado em Semiótica e Cultura Visual. Idealizador e curador do I Salão Xumucuís de Arte Digital, é designer de exposições em espaços como Museu Casa das Onze Janelas e Museu do Estado do Pará. Ramiro é também publicitário, documentarista, produtor cultural e responsável pelo site Cinemateca Paraense.
 
– LUCAS ESCÓCIO é publicitário e pós-graduado em cinema pela Faculdade Anhembi-Morumbi (SP). Já fez diversos trabalhos em audiovisual, entre longa-metragens, curta-metragens e videoclipes que ganharam repercussão nacional, como o da música Futurando, de Léo Chermont. Também foi assistente de direção do filme “Juliana Contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista”, de Roger Elarrat, que foi lançado no Festival de Cannes 2012. Outro trabalho marcante do Lucas Escócio foi o clipe “Bizarro Dance Club”, da banda Strobo, produzido, gravado e editado em 12 horas e com estreia na programação da MTV.
 
– RENATO NOGUEIRA, graduado em Comunicação Social pela Universidade da Amazônia e especialista pelo Centro de Pós Graduação. Atualmente, é professor da Universidade da Amazônia e da Escola Superior da Amazônia e organizador do Festival Osga de Vídeos Universitários, realizado desde 2007.

Gostou da programação? Então inscreva-se no CLIC em Cena clicando aqui.

Cinema Brasileiro Anos 2000 – 10 Questões

 

Lista dos longas-metragens produzidos durante a década no Brasil

 

Para essa lista consideramos “longa-metragem de cinema” os filmes com duração maior do que 60 minutos e que tenham tido exibição pública comprovada no que chamamos de “situação cinema” – tela grande frente a uma plateia ampla; ignoramos materiais feitos 100% objetivando primeiramente outro meio (TV, DVD ou outros). Para determinar o ano do filme, optamos pela data da primeira exibição púbica, abrindo exceção apenas em alguns casos especiais, de filmes que só circularam em formatos não públicos, e vão ter sua primeira exibição apenas bem mais adiante. Nesses casos, nos ativemos ao ano original de finalização e circulação restrita.

Como banco de dados exclusivamente na internet, nosso desejo não é fazer dessa uma lista “escrita em pedra”. A pesquisa para sua realização foi intensa, mas sabemos que podemos ter deixado alguns filmes escapar ou nos equivocado nas datas. Por isso, incentivamos que qualquer correção, adição ou afins nos seja enviada pelo nosso email de contato, para que analisemos o pedido, e façamos os devidos ajustes. A história do audiovisual, cada dia mais, é viva.

MANIFESTO NÃO JOGUE FILMES FORA

NÃO JOGUE FILMES FORA

MANIFESTO DO 70º ANIVERSÁRIO DA FIAF

 

FÓRUM ABERTO

Os filmes representam uma parte indispensável de nossa herança cultural e um registro extraordinário de nossa história e de nosso cotidiano. Os arquivos de filmes, tanto públicos quanto privados, são as organizações responsáveis pela sua aquisição, custódia, documentação e disponibilização para as gerações atuais e futuras, para fins de estudo e de lazer.
A Federação Internacional de Arquivos de Filmes (FIAF) e seus afiliados, abrangendo cerca de 130 arquivos em mais de 65 países, conseguiram salvar mais de dois milhões de filmes nos últimos setenta anos. No entanto, para alguns gêneros, regiões geográficas e períodos da história do cinema, sabe-se que a taxa de sobrevivência é consideravelmente inferior a 10% dos títulos produzidos.
Por ocasião de seu 70º aniversário, a FIAF apresenta ao mundo um novo slogan: “NÃO JOGUE FILMES FORA” . Se você não está suficientemente equipado para manter um arquivo de filmes, a FIAF e seus membros terão prazer em ajudá-lo a localizar um arquivo que possa mantê-lo. Os filmes são culturalmente insubstituíveis e podem durar por muito tempo, se estiverem em mãos especializadas.
Embora reconheçam que a tecnologia da imagem em movimento atualmente tenha progredido com as evoluções no campo digital, os membros da FIAF estão decididos a continuar recebendo filmes e a preservá-los como tal. Esta estratégia representa um complemento ao desenvolvimento de métodos eficientes para a preservação da herança cultural nascida sob forma digital. Os afiliados da FIAF recomendam que as autoridades governamentais de todos os países, responsáveis pela preservação da herança cultural cinematográfica do mundo, e todos que fazem e que cuidam de filmes, sejam profissionais ou amadores, ajudem no desempenho desta missão.
O slogan NÃO JOGUE FILMES FORA significa que filmes não devem ser descartados, mesmo que se julgue que seus conteúdos estejam adequadamente preservados tendo sido transferidos para um suporte de filme mais estável ou digitalizados com uma resolução que aparentemente não implica em nenhuma perda significativa de informação. Arquivos de filmes e museus comprometem-se a preservar os filmes em película, pelas seguintes razões:

*) Um filme é uma obra de ficção criada por um diretor, ou representa o registro de um momento histórico capturado por um câmera. Ambos são potencialmente importantes e constituem parte da herançacultural mundial. O filme é uma entidade tangível, pode ser lido pelo olho humano e precisa ser tratado com muito cuidado, tal como outros objetos históricos e museológicos.

*) Embora os filmes sejam física e quimicamente frágeis, representam um material estável que pode sobreviver por séculos, se guardado e cuidado adequadamente. Sua expectativa de vida já demonstrou ser muito mais longa do que a de outros suportes de imagem em movimento como, por exemplo, as fitas de vídeo, que surgiram muito depois do filme. A informação digital só tem valor se puder ser interpretada, e os suportes de informação digital são também vulneráveis à
deterioração física e química. Além disso, os elementos de hardware e software necessários à interpretação estão sujeitos à obsolescência.

*) Filmes continuam sendo o melhor meio de armazenagem de imagens em movimento. É um dos produtos disponíveis mais padronizados internacionalmente, e continua sendo uma mídia com potencial de alta resolução. Os dados contidos nos filmes não necessitam de migração constante e os equipamentos cinematográficos não precisam de atualização frequente.

*) Os elementos fílmicos mantidos em depósitos são os materiais originais dos quais todas as cópias são derivadas. Pode-se determinar, a partir deles, se uma cópia está completa ou não. Quanto mais a tecnologia digital se desenvolve, mais fácil é mudar ou até alterar arbitrariamente o conteúdo da obra. Alterações ou distorções injustificadas, no entanto, podem sempre ser detectadas por comparação com os filmes originais, desde que tenham sido armazenados de forma
correta.

Nunca jogue filmes fora, mesmo que você esteja convencido de que algo melhor virá. Não importa quais tecnologias possam emergir para a imagem em movimento no futuro: as cópias de filmes existentes nos conectam às realizações e certezas do passado. AS CÓPIAS DE FILME SOBREVIVERÃO – NÃO JOGUE FILMES FORA.

Paris, abril de 2008


Agradecimentos:

O Manifesto do 70º Aniversário da FIAF foi originalmente redigido por Hisashi Okajima em 2007 com o título Apelo da FIAF. Este documento oferece uma primeira síntese do trabalho iniciado em 2005 e apresentado ao Comitê Executivo da FIAF. O texto foi meticulosamente revisado por David Francis, reelaborado e editado por Roger Smither, e teve valiosa consultoria de Paolo Cherchi Usai, Robert Daudelin, Edith Kramer e Paul Read, além de consultas feitas aos atuais membros da Comunidade Européia da FIAF. A tradução para o francês foi feita por Robert Daudelin, e para o espanhol por Christian Dimitriu.

O Manifesto foi adotado pela Assembleia Geral da FIAF em Paris, após discussão que incluiu um grande número de sugestões para sua melhoria. Como acordado na proposta submetida à votação, elas foram discutidas por uma equipe indicada pelo Comitê Executivo, resultando neste texto final. A equipe foi constituída por Paolo Cherchi Usai, Roger Smither, Hisashi Okajima e Eva Orbanz. Foram também recebidas contribuições ao processo de edição final de Iván Trujillo, Alexander Horwath e Maria Elisa Bustamante.

Congresso da Federação Internacional de Arquivos de Filmes – FIAF – São Paulo2006

Organizado pela Cinemateca Brasileira, o 26o Congresso da Federação Internacional de Arquivos de Filmes – FIAF aconteceu em abril de 2006, primeira vez que um evento da entidade é realizado no Brasil. Instituições do mundo inteiro apresentaram suas experiências em preservação, salvaguarda e difusão de arquivos cinematográficos. Mostra de filmes, workshops e seminários. Ramiro Quaresma, responsável pelo blog Cinemateca Paraense foi o único representante da região Norte, representando na época o Museu da Imagem e do Som do Pará.