Filme do Mês// Junho – 2020 “Raimundo Quintela, Caçador de Vira Porco” (2018) de Robson Fonseca

 

FICHA TÉCNICA

RAIMUNDO Quintela, caçador de vira porco. Roteiro e Direção: Robson Fonseca. Assistente de Direção: Felipe Cortez. Produção executiva: Lorena Souza. Direção de Produção: Moana Mendes. Direção de Fotografia: André Mardock. Fotografia: André Mardock, Lucas Escócio. Som direto: Luciano Mourão. Montagem, colorização e pós-produção: Mano Mana Filmes. Direção de Arte e Figurino: Jeffersom Cecim. Preparação de elenco: Roger Paes. Ass. de produção: Aldo Carvalho, Tainah Jorge.  Trilha sonora: Toni Link. Elenco: Paulo Marat, Natal Silva, Nanna Reis, Ester Sá, Albuquerque Pereira, Francisco Gaspar, Roger Paes. Produtora: Mano Mana Filmes. Belém. 2018. 15 min. Realizado a partir de recursos da Lei do Audiovisual.

 

ENTREVISTA

O cineasta e documentarista Robson Fonseca, em seu primeiro projeto de ficção, falou com a gente gente sobre o processo de realização do filme.

Como surgiu a ideia do filme?

A ideia do filme veio da minha ligação com os quadrinhos e com a cultura pop e também minhas experiências pessoais como documentarista viajando o estado do Pará, produzindo documentários sobre a cultura paraense. Daí surgiu a ideia de misturar tudo isso e criar um personagem que é universal mas ao mesmo tempo traz todo um sotaque amazônico do caboclo paraense. E a partir daí foi surgindo o caminho pra criar o anti-herói Raimundo Quintela o caçador de seres sobre naturais da Amazônia e Nairton seu parceiro e motorista, um falido DJ de aparelhagem, mentiroso e medroso. Com isso quis mostrar nosso universo cultural rico em personagens e histórias fantásticas.

Do roteiro a finalização como foi o processo?

Quando pensei no roteiro, e esse seria minha primeira experiência em roteiro de ficção para o cinema, tentei criar um filme que tivesse humor, suspense e uma pitada de terror e ação. Tudo que o universo fantástico das histórias de visagens paraense tem. Histórias que ouvia na infância quando ia para o interior com os meus país. misturando tudo isso criei um conto sobre a Matinta diferente do já que tinha sido feito, buscando uma estética que trouxesse nossas referências locais que se traduzem no figurino, na arte, na escolha do elenco, na trilha sonora e na cores do filme.

O filme foi selecionado no edital de curta metragens do extinto Ministério da Cultura em 2017, e em 2018 começamos a produção. Fizemos a questão de só termos técnicos e artistas paraenses na produção, isso também era parte importante do projeto, um meio de mostrar que aqui temos condições de produzir um produto audiovisual com qualidade profissional e artística. 

O filme foi gravado em Benevides no Sítio das flores, uma locação incrível que comportava todos os sets que precisávamos . Mas quando tínhamos terminado o quarto dia de gravação, de madrugada sofremos um assalto e além de equipamentos e pertences pessoais levaram as últimas 12 horas de gravação que tínhamos feito no dia. As cenas mais difíceis e importantes foram por água baixo, além do estresse e pânico, ficou a obrigação de entregar o filme para cumprir com edital, e sem dinheiro pra refazer, porque como todos sabem fazer cinema é muito caro e tínhamos um orçamento no osso.

Depois dois meses conseguimos juntar os cacos e reagendar com o resto da equipe que topou voltar e gravar tudo de novo, além de ter que trazer o Francisco Gaspar, ator que fez o Nairton, que é paraense, mas mora em SP e estava no meio de uma produção pra Netflix, e conseguiu uma brecha e veio terminar sua participação no filme. Foi uma aventura e tanto, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos. Conseguimos finalizar o filme, e a partira dai foi só orgulho do vira porco, apelido carinhoso que a equipe deu para curta. Seguimos na luta!

E a repercussão do filme?

Raimundo Quintela o caçador de vira porco foi muito bem recebido nos festivais pelo Brasil. ganhando prêmios importantes como no CineFantasy 2019 festival internacional de cinema fantástico, melhor curta brasileiro, prêmio CTAV e Prêmio Mistika produções. Prêmio de melhor ator coadjuvante e melhor direção de arte no festival Maranhão na tela 2018. Prêmio de melhor ator coadjuvante no festival Palmacine 2019. Além das seleções oficiais em vários festivais pelo Brasil. 

 

CARTAZ OFICIAL

 

FESTIVAIS

MORGE-GO 2019 GOIÁS HORROR FILM FESTIVAL

FANTASPOA FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE NOVO HAMBURGO 2019

FESTIVAL DE CINEMA DE ALTER DO CHÃO 2019

10ª CRASH MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA FANTÁSTICO 2018,

FESTIVAL OLHAR DO NORTE 2020 .

 

STILLS

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