Usina do Comum realiza oficinas em Castanhal // Entrevista com Anderson Moreira

625610_361905627247662_6072578_n

CP // Como surgiu a ideia e quais as motivações de realizar o projeto no Pará, mais especificamente em Castanhal?

Desenvolvemos uma oficina colaborativa de audiovisual desde março desse ano em Castanhal. O projeto é motivado principalmente pelo o que pode o trabalho em colaboração. O Usina do Comum é um projeto aprovado pelo Edital Interações Estéticas, da Funarte, e foi proposto por mim, Anderson Moreira, estudante de cinema da Uff, e pelo Carlos Calenti, que faz doutorado em comunicação e cultura na UFRJ.

O Usina do Comum é um projeto que busca produzir colaborativamente um curta-metragem de ficção juntamente a um ponto de cultura de teatro de Castanhal. Essa produção se dará através da oficina que estamos ministrando atualmente, que engloba todas as fases de produção de um filme, da construção do roteiro à um primeiro corte do material filmado. O curta se baseia no próprio processo da oficina e também nas experiências pessoais dos oficinandos, misturando um pouco os registros entre ficção e não-ficção.

CP // Onde está sendo realizado o projeto e qual o público alvo e participante?

O público alvo inicialmente abrangia os participantes do ponto de cultura escolhido para a nossa residência, o Teatro Usina de Força e Luz, que junta dois grupos de teatro da cidade, o Argonautas e o Trem das Artes, e que possui público variado, indo do infanto-juventill ao adulto. O grupo participante da oficina é de 20 pessoas mais ou menos, contando com atores e não-atores, membros dos grupos e do público em geral. A idade é também dispare e conta com a participação de jovens, adolescentes e adultos.

A escolha do Pará e de Castanhal foi motivada principalmente pelo ponto de cultura Teatro Experimental Usina de Força e Luz, um grupo que já tinha experiência com a produção de textos próprios e com o trabalho de atores, fatores muito importantes para o andamento do projeto. O Edital Interações Estéticas exigia também que a residência artística no ponto de cultura a nossa escolha fosse fora da região onde moramos, no caso, o Sudeste. A região Norte, e o Pará especificamente, já eram lugares da nossa preferência, e com a descoberta desse ponto em Castanhal, tudo se encaixou muito bem.

ucCP // Me fale um pouco sobre o Usina do Comum, quem são os participantes do projeto e quais desdobramentos dessa ação?

Atualmente, o projeto encontra-se na fase de finalização do roteiro. A seguir entraremos no período de pré-produção. E no final de junho, temos programado um workshop mais técnico, voltado para o manejo das câmeras DSLR com que trabalhamos. Para isso, precisamos de um oficineiro que tenha disponibilidade para trabalhar com um conteúdo relativamente abrangente, e que tenha principalmente conhecimento técnico (ainda que seja importante também noções de estética e linguagem audiovisual). Previmos como carga horária um mínimo de 15h, preferenciamente distribuídas durante uma semana no final de junho, algo que pode variar dependendo da disponibilidade de quem for dar o workshop. A escolha de um profissional paraense para esse trabalho é muito importante para nós, que buscamos um intercâmbio com a cena cultural paraense. Realizamos a oficina no auditório da Funcast e eventualmente no Teatro Experimental Usina de Força e Luz, locais onde o workshop também ocorrerá.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s